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“Bolsa de iniciação científica não se corta”, declara presidente do CNPq

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, afirmou nesta quarta-feira (19), em Belo Horizonte (MG), que a entidade tem conseguido "navegar" em meio à dificuldade orçamentária do governo federal e defendeu a preservação dos investimentos para a formação de jovens cientistas.

 

"Temos mantido os nossos programas. A primeira coisa que recuperamos foi a cota de bolsas, que tinha sido reduzida em 20%", apontou. "Você pode cortar até o salário do presidente do CNPq, mas bolsa de iniciação científica não se corta!", declarou.

 

Ao participar de debate com vencedores de concursos de iniciação científica, Mario Neto afirmou que o CNPq prepara para 2018 a 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista (PJC), entregue pela última vez em 2015. Criado em 1981, o prêmio é uma iniciativa do CNPq, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, para revelar talentos, impulsionar a pesquisa no Brasil e investir em jovens estudantes que procuram inovar na solução de desafios para a sociedade.

 

"Esse prêmio é fundamental e sua abrangência alcança o país inteiro", destacou Mario Neto. "A 29ª edição está assegurada para o ano que vem, e os patrocinadores já estão comprometidos."

 

O coordenador de Ciências e Meio Ambiente Urbano da Fundação Roberto Marinho, André Luiz Pinto, apresentou uma análise da trajetória dos vencedores do Prêmio Jovem Cientista. "Tivemos 21 mil projetos inscritos em 36 anos de história do prêmio", assinalou. "Dois em cada três projetos agraciados deram origem a produto, serviço, técnica ou patente. Esse é um número significativo para a realidade brasileira. E os dados mais bonitos: 90% dos alunos consideram que o prêmio mudou a vida deles; o mesmo percentual considera que suas pesquisas contribuíram realmente para a ciência e, de alguma forma, a sociedade e a comunidade onde vivem", detalhou.

 

Casos de sucesso

Mario Neto relatou que esteve recentemente com o vencedor da primeira edição do PJC, Henrique Malvar, hoje cientista-chefe do grupo de pesquisa em inteligência artificial da empresa Microsoft. "Ele me disse que deve toda a sua vida ao CNPq, por ter sido bolsista de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado", contou.

 

O então jovem cientista, agraciado em 1981, havia desenvolvido um projeto em telecomunicações. Por vídeo, gravado em Seattle, nos Estados Unidos, Malvar incentivou os estudantes a ingressar na carreira científica.

 

“Vocês estão entrando no mundo de pesquisa e inovação num momento fantástico da história. Estamos às portas da 4ª Revolução Industrial, uma nova era que promete fazer com que a informação digital entre em todas as áreas do conhecimento. A Microsoft investe mais de US$ 12 bilhões por ano. Temos um time de mais de 5 mil cientistas trabalhando em inteligência artificial", informou. "Fazer pesquisa no Brasil não é fácil. Vocês verão gente brilhante desistindo. Meu conselho a vocês é: não desistam. Os cientistas serão heróis da Indústria 4.0."

 

O presidente do CNPq recordou ainda o caso de uma bolsista de iniciação científica que conheceu em Janaúba (MG), quando era presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). “Essa menina do norte de Minas recebia bolsa de R$ 100,00 e aquilo para ela era o melhor emprego do mundo, porque a tirou do trabalho escravo ou talvez da prostituição. Caramba, R$ 100,00 por mês fazem uma diferença brutal. Foi uma história emocionante, que mostra que o talento está em qualquer lugar. É isso que faz a diferença: criatividade, iniciativa, interesse, curiosidade."

 

Os especialistas debateram no pavilhão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

 

 

 

(Fonte: Agência ABIPTI – 20/07/2017)

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