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Notícias

Projeto de pesquisadores da USP facilitará gestão da rede de saúde

Com foco em novos conhecimentos e produtos que contribuam com o desenvolvimento do sistema público e privado de saúde, teve início em março deste ano um projeto aprovado pelo Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) que tem a colaboração do professor Alexandre Cláudio Botazzo Delbem, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos e pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (Cemeai).

 

A equipe abriu uma empresa para participar do projeto. É formada por outros professores e alunos da USP em São Carlos e em Ribeirão Preto e trabalha na primeira fase deste projeto, que resultará em um sistema envolvendo o desenvolvimento de sensores e receptores de localização de equipamentos em unidades de emergência de postos de saúde e hospitais. O produto, composto também de um software, auxiliará os gestores dessas unidades a tomar decisões sobre a entrada dos pacientes.

 

“O trabalho terá como base uma unidade de emergência regional de Ribeirão Preto. Imagine um paciente que sofreu um acidente, está com uma fratura e necessita de atendimento urgente. Atualmente, há um Núcleo Interno de Regulação nos hospitais que verifica vagas e disponibilidade do atendimento, inclusive de salas e equipamentos. É neste âmbito que iremos atuar. O profissional que toma a decisão de receber o paciente não detém hoje uma tecnologia precisa de informações e, com o sistema completo que desenvolveremos, vamos dar a esse funcionário os dados rastreados e organizados em tempo real em um software”, explicou Delbem.

 

Ainda segundo ele, o sistema poderá auxiliar no planejamento desses equipamentos, como manutenções e melhor aproveitamento dos mesmos.

 

O Pipe Fapesp apoia a execução de pesquisa científica e/ou tecnológica em pequenas empresas por pesquisadores vinculados à empresa ou a ela associados para sua realização. Os projetos são desenvolvidos em duas etapas. A primeira fase é dedicada à demonstração da viabilidade tecnológica do produto ou processo proposto em período máximo de nove meses e recursos de até R$ 200 mil. O objetivo da segunda fase é o desenvolvimento da inovação no prazo limite de 24 meses e recursos de até R$ 1 milhão.

 

Pesquisa é apresentada também na Europa

Essa pesquisa, que acaba de ser aprovada pelo Pipe, e também outros projetos na área de saúde – que propõem uma série de ferramentas em benefício do atendimento da população na rede de saúde – foram apresentados recentemente na Universidade de Warwick, na Inglaterra. Delbem foi palestrante convidado do 2º Workshop of the UK-Brazil Interdisciplinary Research Network on Urban Resilience Data, que ocorreu em fevereiro.

 

O evento faz parte de uma série de atividades que pretendem fortalecer a colaboração em pesquisas entre a Universidade de Warwick e três universidades brasileiras (USP, FGV-EAESP e UFRJ).

 

Em sua apresentação o pesquisador do Cemeai abordou temas de capacitação em Ciência de Dados envolvendo Saúde e Saneamento Básico utilizando informações de mídias sociais.

 

“Foi de extrema importância essa integração entre universidades e pessoas que estão trabalhando na mesma área e pudemos confirmar que estamos bem estruturados nas pesquisas relacionadas à saúde. O intercâmbio resultará em cooperação e possíveis financiamentos aos nossos projetos”, disse Delbem.

 

Ainda segundo ele, foi possível traçar paralelos entre os dois sistemas públicos de saúde do Brasil e Inglaterra que resultarão em melhorias para a população dos dois países.

 

Sobre o Cemeai

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (Cemeai), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) financiados pela Fapesp.

 

O Cemeai é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em quatro áreas básicas: Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software.

 

 

 

(Fonte: Jornal da USP – 13/03/2018)

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