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Entrevistas

Boletim do XIV ENITEC

11/07/2016 - Entrevista com Secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Vinicius de Souza.

1.   Acha que a indústria de manufaturas pode desempenhar um papel de centralidade para a retomada do crescimento do PIB?


Não consigo vislumbrar a retomada do PIB sem envolver a indústria de manufatura. Não de trata de um papel central, mas sim papel fundamental. A indústria é o segmento que paga melhores salários, responsável direto por grande parte dos investimentos em P&D do país, contribui significativamente para a balança comercial e é grande arrecadadora de impostos. Não se pode ignorar o papel tão relevante da manufatura na estratégia de crescimento do Brasil.

 


2. Fala-se que a inovação tecnológica teria uma função fundamental para a maior competitividade dos produtos, mas as inovações não exigem um longo tempo, como resolver o aparente paradoxo?


Na verdade não há um paradoxo porque existem diversas formas de inovação, mas vou focar em 2 tipos: incremental e disruptiva.

A inovação incremental é a que pode gerar ganhos significativos e rápidos de produtividade para os produtos e as empresas. Ela tem capacidade de atingir horizontalmente diversos setores da economia simplesmente adotando práticas mais avançadas de manufatura que a empresa atualmente não utiliza, mas seus concorrentes internacionais sim. A inovação incremental pode ser usada para melhorar qualidade, reduzir custos, criar novas formas de distribuição ou agregar valor ao produto. Portanto, trata-se de uma estratégia com resultados mais rápidos, mas que vai demandar um pouco de risco tecnológico e aquisição de novos conhecimentos pelas empresas e seus colaboradores.

O segundo tipo é mais restrito e envolve a inovação disruptiva, que envolve mudanças significativas na competitividade da empresa seja no mercado nacional ou internacional. Trata-se de uma estratégia com altíssimo risco tecnológico e com resultados de mais longo prazo. No entanto, se der certo a empresa adquire um novo posicionamento no mercado perante seus concorrentes. Geralmente são poucos os setores e as empresas de um país com capacidade de realizarem inovação disruptiva.

Em resumo, há uma estratégia de inovação adequada para cada tipo de empresa, podendo envolver mais ou menos riscos de acordo com a estratégia empresarial escolhida. Existem diversos instrumentos de apoio à inovação disponíveis na FINEP, BNDES, Sebrae, Senai e agências de fomento estaduais. Esses instrumentos variam de acordo com o risco tecnológico dos projetos: quanto mais arriscados, melhores as condições de financiamento ou subvenção.

 


3. As inovações exigem investimento. Como promovê-lo num momento de queda das atividades econômicas?


Em momentos de crise econômica geralmente a inovação é a primeira a ser sacrificada nas empresas, que lutam pela sua própria sobrevivência nesses períodos. No entanto, as empresas que saem melhores das crises são as que continuam investindo em inovação. Crises são passageiras e quando terminam essas firmas inovadoras encontram-se em outro patamar de competitividade.

O desafio é como equilibrar esses dois momentos. Geralmente essas empresas inovadoras diminuem a velocidade de projetos com maior risco tecnológico e continuam focando em projetos de inovação incremental que tragam ganhos rápidos de produtividade para a empresa como redução de custos ou mais eficiência na produção.

Do ponto de vista do Governo, são nos momentos de crise que sua presença se torna mais importante, compartilhando o risco com o empresário em projetos de maior risco tecnológico e participando mais ativamente nesta fase em que as empresas estão com dificuldades financeiras para investir em inovação. Caso o próprio Governo esteja em dificuldades, uma opção é utilizar esse momento para aprimorar instrumentos existentes, atacar problemas regulatórios e melhorar o ambiente de negócios que consomem tempo e dinheiro das empresas.




(Fonte: Notícias Protec - 11/07/2016)

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