Rio de janeiro
Agenda Inovação Novembro -   Dezembro    -     Janeiro Voltar 2019 -   2020 Avançar
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • 01
  • 02
  • 03
  • 04
  • 05
  • 06
  • 07
  • 08
  • 09
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30
Fármacos e Medicamentos

Notícias

Roche reforça P&D para compensar perda de patentes

Até 2012, o grupo farmacêutico Roche terá expiradas as patentes de remédios que representam hoje 14% de suas vendas, equivalente a US$ 5,5 bilhões, e que poderão passar a sofrer a concorrência de laboratórios de genéricos, mais baratos.

 

Para compensar essa situação, apesar do ambiente financeiro difícil globalmente, a Roche está aumentando os investimentos em pesquisa e tecnologia e anunciou que vai prosseguir as aquisições de pequenas e médias companhias. O objetivo é reforçar seu portfólio de produtos biotecnológicos, bem mais complexos e mais caros que os remédios químicos. "No longo prazo, com ou sem crise financeira, as pessoas estarão preparadas para pagar por remédios e testes que realmente fazem a diferença", afirmou o presidente do grupo, Severin Schwan. 

 

A Roche já é hoje a maior empresa de biotecnologia do mundo, com os biofarmacêuticos representando 65% das vendas do grupo. Depois da parceria com a americana Genentech, tornou-se a maior produtora de medicamentos contra câncer, impulsionado pelo remédio Avastin. 

 

O grupo suíço não conseguiu explorar todo o potencial dos remédios contra câncer e outros tratamentos específicos em 2008, e teve seus resultados afetados pelas turbulências da crise financeira global. Mas fechou o ano com 16,7 bilhões de francos suíços líquido em caixa, o que alimenta sua estratégia de aquisições, enquanto outros laboratórios estão na defensiva. 

 

O principal alvo é a Genentech, na qual já detém 56%. A Roche ofereceu US$ 42 bilhões pelo resto das ações, diretamente aos acionistas minoritários, numa proposta hostil. A oferta é US$ 4 bilhões inferior a que foi recusada pela diretoria. "O mundo mudou desde julho de 2008", argumentou Schwan. "Em duas semanas vamos dar todos os detalhes por escrito da nossa oferta. Somente depois vamos discutir com os acionistas". 

 

No ano passado, Genentech fez vendas próximas de US$ 10 bilhões, impulsionadas pelo remédio Avastin, para câncer do coloretal. O potencial é enorme para outras variações de câncer. 

 

A Roche pode intensificar sua estratégia de ganhar acesso à "inovação externa" por meio de aquisições de pequenas e médias companhias e cooperação com foco em produtos biológicos. Trata-se de remédios que podem ser compostos de proteínas (em particular anticorpos), de ADN e são obtidos a partir de organismos vivos através da produção biotecnológica. Sobretudo, é mais difícil serem copiados, de forma que a concorrência futura dos genéricos pode ser menor, segundo certos cientistas. 

 

O presidente-executivo Schwan declarou que a estratégia no Brasil pode ser passar de cooperação técnica a "maior aproximação" mais tarde, ou seja, aquisição. O chefe da divisão farmacêutica da Roche, William Burns, foi além: "Se virmos start ups no Brasil com alto potencial que nos interessa, vamos correr atrás". O CEO da Roche Diagnósticos, Juergen Schweizer, acrescentou: "O Brasil está no nosso radar." 

 

Em 2008, a Roche aumentou os investimentos em pesquisa e desenvolvimento nas duas divisões, totalizando 9 bilhões de francos suíços (equivalente a 22% das vendas). Somente o programa global de desenvolvimento para Avastin reúne mais de 450 testes clínicos com 40 mil pacientes envolvendo 30 diferentes tipos de tumor. 

 

Este ano, o portfólio vai aumentar com o Actemra, um novo medicamento para artrite reumatóide. E nos próximos anos, vai entrar em novas áreas terapêuticas, incluindo tratamento de diabetes e outras doenças de metabolismo. 

 

Três produtos oncológicos tiveram vendas acima de 5 bilhões de francos suíços, cada, no ano passado: MabThera, Avastin e Herceptin. Burns vê potencial para vários outros alcançarem volume idêntico de vendas nos próximos anos. Isso ajudará a compensar a expiração de remédios nos próximos quatro anos. A Roche é em todo caso um dos laboratórios globais com o portfólio mais protegido, porque, em média, remédios representando 42% das vendas dos grupos vão perder a patente até 2012. 


 

(Fonte: Valor Econômico - 05/02/2009)


Notícias relacionadas

Cristália prepara entrada no setor de biotecnologia
Laboratório investiu R$ 20 milhões em projeto, que incluiu a criação de um centro de P&D. Dois medicamentos sem proteção de patentes ou produção interna já foram testados


Biofármacos já garantem 50% da receita da Roche
Empresa prioriza o desenvolvimento de medicamentos biotecnológicos em parceria com institutos de pesquisa. No Brasil, companhia fechou contrato com a Fundação Biominas


Parceria ampliará pesquisas na área de medicamentos
Colaboração entre Roche e Biominas incentivará inovação tecnológica no setor. Farmacêutica, que investe 17% do seu faturamento em P&D, aposta no potencial de pesquisa nacional



Outras notícias de inovação em fármacos

Instituições Associadas

ABIFINA
ABIMO
ABINEE
ABIQUIM
ALANAC
FIEMG
IPD FARMA
SEBRAE