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Fármacos e Medicamentos

Notícias

Anvisa aprova medicamento brasileiro destinado ao tratamento da epilepsia refratária

Desenvolvido pela indústria farmacêutica paranaense Prati-Donaduzzi, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP/Ribeirão Preto, o novo remédio contou com o aporte financeiro da Finep, empresa pública do MCTIC, da ordem de R$ 180 milhões

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), acaba de autorizar a comercialização, no Brasil, do medicamento Canabidiol, que tem como princípio ativo o próprio canabidiol e é destinado ao tratamento da epilepsia refratária, mais precisamente para o controle das crises. Desenvolvido pela indústria farmacêutica paranaense Prati-Donaduzzi, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP/Ribeirão Preto, o novo remédio contou com o aporte financeiro da Finep, empresa pública do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), da ordem de R$ 180 milhões.

A epilepsia refratária atinge mais de 700 mil pessoas no país. A doença não responde a outras medicações e o paciente pode ter até 70 convulsões num único dia, podendo haver agravamento neurológico em decorrência das crises. O remédio é a base do extrato vegetal da Cannabis, conhecida popularmente como maconha. No Brasil, a permissão para o uso da cannabis em pesquisas de medicamentos é recente, o que obrigava muitas famílias a importar o Canabidiol.

Sem similares nacionais e muito superior aos importados em uso hoje no país, o Canabidiol tem alto grau de pureza, com concentração equivalente a 99,5% do princípio ativo. Os pesquisadores brasileiros conseguiram isolar quase que totalmente o THC, composto químico responsável pelos efeitos psicotrópicos e que pode intoxicar os pacientes, afirmou o diretor-presidente da Prati-Donaduzzi, Eder Fernando Maffissoni. “Desenvolvemos um produto de elevada pureza, que garante a segurança dos pacientes que vão utilizá-lo. Além disso, cumpre todos os requisitos de excelência e grau de qualidade farmacêutico”, afirmou o executivo.

Ainda em parceria com a equipe da USP de Ribeirão Preto, que estuda o uso terapêutico do canabidiol há mais de 30 anos, a Prati-Donaduzzi pesquisa, com o apoio da Finep/MCTIC, o desenvolvimento de uma fórmula utilizando canabidiol sintético, que possa substituir o uso da planta na obtenção do medicamento. Neste caso, a ideia é produzir uma nova fórmula para ser utilizada no tratamento de outras doenças. A opção sintética é uma prioridade na área da saúde, já que abrangeria um número maior de consumidores.

A Prati Donaduzzi já realizou a síntese do canabidiol sintético em seu parque fabril e a versão sintética venceu a etapa pré-clínica, já estando na fase I clínica, com previsão de conclusão em cerca de três anos. “Nosso foco é promover o acesso a este produto para quem precisa. No Brasil, são poucas as pessoas que tem condições de pagar pelo tratamento”, afirma o diretor-presidente da Prati, que desenvolveu a formulação do Myalo e tem patente depositada no Brasil e em mais 12 países, incluindo EUA, China, Japão e alguns países na Europa.

A Prati- Donaduzzi é a primeira empresa brasileira a participar do programa Finep Conecta, destinado a apoiar projetos cooperativos envolvendo empresas e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). Foram assinados com o grupo dois contratos de financiamento. Um deles é o que deu sequência aos estudos para obtenção do canabidiol com alto grau de pureza, possibilitando a condução dos ensaios necessários para o registro do medicamento. O projeto recebeu recursos no total de R$ 20 milhões do Finep-Conecta, nova linha de crédito que opera com taxas de juros menores e prazos e carências mais longos. Esses recursos foram repassados à Faculdade de Medicina da USP-Ribeirão Preto, parceira do projeto.

O segundo contrato com a Finep/MCTIC, no montante de R$ 161 milhões, vai fazer frente ao programa estratégico da Prati, que prevê a continuidade de linhas de pesquisa voltadas para a fabricação de genéricos não disponíveis no mercado, de medicamentos com inovação incremental, de insumos farmoquímicos, além de suplementos funcionais. Desde 2007, a Finep/MCTIC tem apoiado a Prati-Donaduzzi em seus projetos de pesquisa. Ao todo, foram cerca de R$ 80 milhões concedidos nos últimos anos e que ajudaram a fortalecer a infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento da empresa, que ingressou fortemente no mercado de genéricos, com a oferta de produtos até então não disponíveis no mercado brasileiro.

 

 

 

 

(Fonte: Jornal da Ciência - 29/04/20)

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