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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Resultado do PIB ‘coloca fim a recuperação econômica’ do Brasil, diz Ministério da Economia

Ao comentar nesta sexta-feira o PIB do primeiro trimestre deste ano, que caiu 1,5%, o Ministério da Economia avaliou que o resultado divulgado pelo IBGE “coloca fim à recuperação econômica” do Brasil.

O resultado reflete apenas os primeiros impactos da pandemia do coronavírus e coloca o país à beira de uma nova recessão, uma vez que a expectativa é de um tombo ainda maior no segundo trimestre.

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Mais cedo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a pandemia teve impacto sobre o desempenho do trimestre, mas exaltou as exportações, dizendo que " que é a maldição acabou virando uma benção".

Para ele, as vendas externas podem melhorar previsão do PIB do ano.

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Em nota, o ministério disse que “o resultado negativo da atividade econômica no primeiro trimestre, embora esperado, lamentavelmente coloca fim à recuperação econômica em curso desde o começo de 2017".

"Os impactos iniciais da pandemia na economia a partir de março deste ano reverteram os bons indicadores de emprego, arrecadação e atividade do primeiro bimestre, levando a variação do PIB para o terreno negativo”, continua a nota, divulgada por meio da Secretaria de Política Econômica (SPE).

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O ministério prevê oficialmente uma queda de 4,7% do PIB em 2020 e alta de 3,2% em 2021. Essas estimativas, porém, serão revistas nos próximos meses.

A nota afirma que os efeitos danosos da pandemia sobre a saúde da população brasileira e sobre economia ainda persistem, o que fará os dados do segundo trimestre serem ainda piores

“As consequências são nefastas para a população, com aumento do desemprego, da falência das empresas e da pobreza”, afirma o texto.

O governo defende a aprovação de reformas estruturais para reaquecer a economia, após a crise. O ministério cita a necessidade de mudanças na legislação trabalhista, o fortalecimento das políticas sociais, o aprimoramento da legislação de falências e a modernização e desburocratização do mercado de crédito, de capitais e de garantias.

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“Essas medidas são importantes para que os efeitos de longo prazo na atividade econômica, consequentemente no emprego e na pobreza, sejam minorados”, diz a nota.

 

 

 

 

(Fonte: Globo Online - 31/05/20)

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