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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Fazenda quer reduzir barreiras para importação

O Ministério da Fazenda adotará posição mais rigorosa na aprovação de medidas antidumping, anunciou nesta segunda-feira, 17, em Washington o secretário de Assuntos Internacionais do órgão, Marcello Estevão, que classificou de “escândalo” o fato de o Brasil ter sido líder mundial na imposição desse tipo de barreira no período 2013-2016.

 

“Por que precisamos de tantas medidas antidumping no Brasil? O que é tão especial em relação ao Brasil? Por que essa economia precisa de tantas barreiras não tarifárias? Não vejo a razão”, afirmou Estevão em evento no Brazil Institute do Wilson Center.

 

Estevão disse que o ministério vai rever com rigor cada solicitação de medidas antidumping para avaliar se elas são prejudiciais à economia. “Fomos o líder mundial na aplicação de medidas antidumping no período 2013-2016. Para alguém que vem para o Brasil depois de trabalhar 26 anos no exterior, vejo isso como um escândalo”, disse Estevão, que assumiu o cargo no fim do ano. “Acho que é ruim para o Brasil ficar usando política tarifária e antidumping só olhando no curto prazo, no que vai acontecer em um mercado específico”, afirmou. “A gente precisa ter uma política mais geral de tentar entender como isso facilita ou dificulta a inserção do Brasil no comércio internacional.”

 

O secretário ressaltou que a postura mais estrita ainda não é uma política de todo o governo e lembrou que a Fazenda tem apenas um dos sete votos da Câmara de Comércio Exterior (Camex), responsável pela adoção de mecanismos de proteção comercial. Mas afirmou que a intenção da equipe econômica é mudar esse cenário.

 

Segundo Estevão, o Brasil é o quarto país mais fechado do mundo, quando considerada a relação entre comércio exterior e PIB. Com 27,4%, está atrás apenas de Sudão, Nigéria e Argentina. “Desde 2011, o Peru fechou 20 acordos comerciais. O Brasil não fechou 20 acordos comerciais em sua história.”

 

O secretário diz que um maior grau de abertura é necessário para aumentar a produtividade da economia e sua capacidade de enfrentar turbulências. E reconheceu que “não ajuda” ter discurso em favor da abertura e da integração comercial no momento em que os EUA adotam retórica protecionista. “Mas, ao mesmo tempo, não sei quanto vai atrapalhar.”

 

Até o fim do mês, o Brasil receberá o primeiro financiamento para infraestrutura do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco dos BRICs, disse Estevão. A linha de US$ 300 milhões será destinada a projetos de energia renovável e será administrada pelo BNDES.

 

“Fomos o líder mundial na aplicação de medidas antidumping no período 2013-2016. É um escândalo.” Marcello Estevão

 

 

 

(Fonte: Estadão – 17/04/2017)

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