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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Em encontro de líderes, China quer papel de guardiã da globalização

O presidente chinês, Xi Jinping, pediu em discurso neste domingo uma ordem mundial mais aberta e inclusiva, lançando uma posição mais ambiciosa para o país no encontro global realizado em Pequim para promover a visão chinesa de maior cooperação econômica na Ásia, Europa e África.

 

Com os líderes de outros 29 países e representantes de dezenas de outros mais, Xi Jinping abriu neste domingo a reunião de dois dias com um discurso que retratou a China como uma força para a estabilidade em um mundo desafiado pelo desenvolvimento desequilibrado e ameaças à paz.

 

Ele disse que a China continua comprometida com o livre comércio e prometeu mais de US$ 100 bilhões em aumento de financiamento e assistência para os países que participam de seu plano de construir infra-estrutura em uma ampla faixa do globo com retomada das rotas da seda que alimentaram o comércio há séculos .

 

Ao desenvolver os laços econômicos, Xi disse que os governos “deveriam promover um novo tipo de relações internacionais”. Esse acordo, diz ele, requer respeitar a soberania de cada país, “os sistemas sociais e os interesses fundamentais de cada um”.

 

Pequim quer unir uma agenda política mais ampla à diplomacia econômica, que inclui investimentos em estradas, portos, ferrovias e parques industriais na Eurásia, Sudeste Asiático e África.

 

O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, participam do evento de domingo, juntamente com representantes de cerca de 130 países e líderes empresariais.

 

Embora a iniciativa tenha foco em 65 países, da China à Indonésia e Estônia, o líder chinês reiterou que a iniciativa está aberta a todos os países dispostos a participar. Os presidentes do Chile e da Argentina também participaram da reunião.

 

Alguns países lançaram dúvidas sobre as intenções da China, vendo a iniciativa como uma ponta de lança para as empresas chinesas avançarem sobre mercados estrangeiros e para Pequim ampliar a influência geopolítica mundial.

 

O governo indiano, por exemplo, recusou um convite para participar da cúpula, citando preocupações sobre programas de investimentos chineses no rival Paquistão e questionando a transparência da iniciativa. Os Estados Unidos enviaram o diretor de assuntos asiáticos do Conselho de Segurança Nacional, ao invés de um funcionário do gabinete.

 

Lançado em 2013, o programa One Belt, One Road, de Xi Jinping, foi lançado numa época em políticos e o eleitores nos Estados Unidos e na Europa questionam os benefícios da globalização.

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de tirar vantagem injusta de acordos comerciais. As empresas americanas e europeias acumularam queixas sobre o protecionismo chinês e políticas destinadas a limitar empresas estrangeiras no mercado chinês.

 

Agora, o discurso protecionista de Washington e de outros governos ocidentais dá à China a chance de se retratar como um guardião da globalização — algo que Xi começou a fazer desde o discurso no Fórum Econômico Mundial na Suíça, em janeiro, e novamente agora neste domingo.

 

 

 

(Fonte: Valor Econômico – 14/05/2017)

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