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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Brics vão divulgar posições conjuntas

Os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vão se posicionar em temas como comércio, clima e reforma de instituições multilaterais, em contraponto ao presidente dos EUA, Donald Trump, antes da cúpula do G-20.

 

Os líderes dos cinco grandes emergentes se reunirão amanhã cedo, e seu comunicado conjunto terá uma dimensão política maior que o habitual, reforçando a rejeição internacional a certas políticas delineadas por Trump.

 

Enquanto os EUA ameaçam usar até o argumento de segurança nacional para frear importações de aço e outros produtos, os presidentes Michel Temer (Brasil), Vladimir Putin (Rússia), Xi Jinping (China) e Jacob Zuma (África do Sul) e o premiê Narendra Modi (Índia) vão rejeitar o protecionismo e pedir a promoção de comércio e investimentos que levem a uma economia revigorada e inclusiva.

 

A China é particularmente visada por Washington no caso de sanção unilateral, em razão do superávit comercial chinês de US$ 350 bilhões com os EUA em 2016.

 

Os cinco emergentes vão ainda confirmar seu compromisso com o Acordo de Paris sobre mudança climática, após a decisão de Trump de abandonar esse tratado internacional que visa conter o aumento da temperatura no planeta.

 

Também vão reiterar a demanda por uma ampla reforma da ONU, incluindo o Conselho de Segurança, para aumentar a representação dos emergentes. E insistem na adoção de reformas já acertadas em instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

Nessa linha, os países do Brics destacarão a importância da implementação da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável e as parcerias globais no âmbito da ONU. Pedirão aos países ricos que honrem seus compromissos de ajuda oficial ao desenvolvimento (ODA) - enquanto Trump quer cortar apoio a programas da ONU e a ajuda a vários países.

 

Ante a tendência isolacionista dos EUA, os líderes do Brics deverão renovar o compromisso de implementação da Parceria Econômica, lançada há dois anos, para estimular investimentos e comércio entre no bloco. Algumas ações devem ser anunciadas na cúpula do grupo, em setembro, na China.

 

Além de cooperação nas áreas financeira (através do Novo Banco de Desenvolvimento, sediado em Xangai) e comercial, os países do Brics devem sinalizar mais cooperação com potencial de resultados concretos nas áreas de saúde, ciência, tecnologia, inovação e energia.

 

O grupo planeja criar uma rede de pesquisa em tuberculose, cuja estruturação o Brasil quer liderar. Esse programa poderá ser copiado em outras áreas da saúde, incluindo HIV/aids. A expectativa é que essa cooperação permita, por exemplo, o desenvolvimento de novos medicamentos e equipamentos e o acesso a medicamentos de primeira linha pelas populações.

 

A cooperação em ciência e inovação incentivará empresas start-ups. Os países discutem cooperação em biotecnologia, computação, tecnologia oceânica, fotônica, ciência dos materiais, nanotecnologia e energia. Isso pode ajudar a reduzir o fosso tecnológico entre o Brasil e países ricos.

 

 

 

(Fonte: Valor Econômico – 06/07/2017)

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