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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Inflação 'implícita' é pressionada após alta de imposto superar expectativa

O mercado financeiro avançou mais passos na direção de corte de 1 ponto percentual da Selic na próxima semana. A curva de juros futuros da B3 já embute praticamente 100% de probabilidade de redução nessa magnitude, precificação que foi reforçada por nova surpresa de baixa do lado da inflação.

 

No fim do dia, porém, a notícia de que o governo elevou as alíquotas do PIS/Cofins para gasolina e diesel numa intensidade maior que a esperada provocou uma corrida por compra de taxa de juros na B3. Isso tirou as taxas dos contratos de DI das mínimas do dia e aumentou a inflação implícita embutida em contratos de cupom de IPCA, também negociados na B3.

 

A alíquota para a gasolina mais que dobrará, passando de R$ 0,3816 por litro para R$ 0,7925 por litro. Ou seja, a alta é de R$ 0,41. O aumento superou com folga a faixa entre R$ 0,20 e R$ 0,30 cogitada no mercado. Estimativas iniciais dão conta de que o impacto sobre o IPCA fechado de 2017 será de 40 pontos-base. Ou seja, tomando como base a mediana das estimativas para a inflação para este ano colhidas pelo Banco Central na pesquisa Focus, o IPCA pode terminar 2017 em até 3,7%. Atualmente, a mediana está em 3,29%.

 

No mercado de cupom de IPCA (DAP) da B3, a inflação implícita para 2017 subiu de 3,27% no começo do pregão de ontem para quase 3,5% no fim do dia. Na quarta-feira, a taxa embutida era de 3,17%. O giro financeiro apenas para o vencimento de janeiro de 2018 mais do que triplicou, passando de R$ 380 milhões, na quarta-feira, para R$ 1,22 bilhão ontem.

 

O aumento da inflação implícita foi acompanhado por uma tomada de fôlego dos juros futuros. A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 - que reflete apostas para o patamar da meta Selic ao fim de 2017 - terminou o dia em 8,545%, depois de atingir uma mínima de 8,52%. "O mercado ajustou os preços por acreditar que o governo vai aproveitar as boas surpresas do lado da inflação para obter algum ganho fiscal", diz o estrategista de renda fixa da Renascença, Pedro Barbosa.

 

A surpresa com a intensidade do aumento de tributos conseguiu tirar os juros das mínimas, mas não impediu novo pregão de baixa. De forma geral, o mercado terminou a sessão vendo mais chances de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a Selic em 1 ponto percentual na próxima semana, na esteira do IPCA-15 de julho mais baixo que o esperado. O IPCA-15 teve deflação de 0,18%, a primeira em quase sete anos. A média das estimativas de analistas consultados pelo Valor Data era de taxa negativa de 0,08%.

 

O Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil diz que o IPCA de julho pode ser zero. A mediana do mercado ainda mostra taxa de 0,17%. Caso o índice volte a ficar abaixo das projeções, investidores podem intensificar apostas numa Selic até mesmo aquém de 8% para este ano. Das 37 instituições consultadas pelo Valor Data, 12 projetam juro na casa de 7% até dezembro.

 

A lista foi ampliada ontem pela gestora Quantitas, que passou a trabalhar com taxa de 7,5% até o fim do ano (era 8% antes). O operador Matheus Gallina afirma que a curva de juros ainda precifica taxa próxima de 8%. Por isso, os DIs de vencimentos curtos podem sofrer queda adicional à medida que o mercado migrar as apostas para Selic abaixo de 8%.

 

O Groupe Crédit Agricole também revisou sua estimativa para juro. A instituição prevê agora Selic para 8% ao ano, 75 pontos-base abaixo do prognóstico anterior. O Crédit espera corte de 100 pontos-base na semana que vem. Italo Lombardi, estrategista sênior para mercados emergentes da instituição, diz que a "poeira levantada pela crise política baixou". "As condições certas para outro corte de 100 pontos-base estão aí", afirma o estrategista.

 

Num indicativo de que o mercado reforçou as apostas do lado da política monetária, o giro de contratos de DI para setembro de 2017 - que reflete apostas para o Copom deste mês - foi de 162.350, o maior em pouco mais de um mês. Em todo o mercado de DI, 2,1 milhões de contratos foram negociados, maior volume em um mês e meio.

 

 

 

(Fonte: Valor Econômico - 21/07/2017)

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