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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

FMI pede mais multilateralismo para melhorar comércio e crescimento

O Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu o aperfeiçoamento dos mecanismos multilaterais para aprimorar o comércio e garantir mais crescimento econômico aos países. Na visão do Fundo, a realização de políticas “de soma zero” termina prejudicando todos os países.

 

“Como as políticas nacionais inevitavelmente interagem e geram efeitos de contágio através dos países, a economia mundial funciona muito melhor para todos quando os formuladores dessas políticas se engajam num diálogo regular, usando mecanismos para solucionar as discordâncias”, informou o FMI no relatório “Panorama da Economia Mundial” (WEO, na sigla em inglês), que foi divulgado na noite desse domingo. “Um sistema de comércio mundial aberto e baseado em regras é particularmente vital para a prosperidade internacional, mas deve estar apoiado por políticas nacionais que facilitem a adaptação não apenas ao comércio internacional como também às rápidas mudanças tecnológicas.”

 

No documento, o FMI manteve a projeção de 3,5% para o crescimento da economia global neste ano. É o mesmo número da última edição do relatório que foi divulgada em abril. Já a previsão para os Estados Unidos foi revisada para baixo. Saiu de 2,3%, em abril, para 2,1%. A redução foi maior nos prognósticos para 2018. O Fundo saiu de uma estimativa de 2,5% para o PIB americano no ano que vem para outra, de 2,1%. Essa diminuição reflete o fato de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estar enfrentando dificuldades no Congresso para aprovar os planos que poderiam dar impulso à economia americana, como a reforma tributária e o plano de investimentos em infraestrutura.

 

O relatório não menciona Trump, mas faz críticas técnicas a várias políticas que estão em curso de implementação por sua Administração. Além de rever os acordos comerciais do país em negociações bilaterais, e não mais pelo sistema multilateral, o presidente americano pretende fazer uma desregulação financeira no país. O FMI alertou que movimentos neste sentido podem aumentar os riscos à economia global. “Uma reversão ampla na regulação financeira poderia reduzir os amortecedores de liquidez de capital e enfraquecer a efetividade do sistema de supervisão com repercussões negativas para a estabilidade financeira global”, diz o relatório.

 

O FMI também apontou para os fatores de risco não econômicos, como a elevação de tensões geopolíticas, de discordâncias políticas internas e os choques advindos por casos de governança fraca e de corrupção em alguns países. São fatores que podem pesar sobre a atividade econômica, dificultando-a. “Esses riscos estão interconectados e podem se reforçar mutuamente”, diz o Fundo. “Os choques não econômicos podem pesar diretamente na atividade econômica assim como podem prejudicar a confiança e o sentimento do mercado.”

 

O relatório indica que a economia global deverá passar por um período “mais prolongado de incertezas”. Apesar de identificar uma queda nos riscos eleitorais, o Fundo colocou a incerteza política em níveis elevados e alertou que ela poderá até mesmo aumentar, refletindo, por exemplo, em dificuldades para prever as políticas regulatórias e fiscais nos Estados Unidos, as negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia e os riscos geopolíticos. “Isso pode prejudicar a confiança, deter investimentos privados e enfraquecer o crescimento.”

 

Outro risco visto pelo FMI é que uma provável falha das políticas internas dos países no plano do crescimento da economia poderá fazer com que governantes tomem decisões ainda mais protecionistas. De acordo com o Fundo, as políticas que não conseguirem aumentar o crescimento potencial dos países e torná-los mais inclusivos nos planos do emprego e da renda podem acabar levando ao aumento do protecionismo, o que dificultaria ainda mais a adoção de políticas favoráveis ao mercado. A instituição pede mais diálogo no plano internacional para auxiliar a busca por soluções. “O diálogo ativo e a cooperação vão ajudar a aperfeiçoar e modernizar as regras, enquanto endereçam preocupações variadas dos países”, defende o FMI. Na visão do Fundo, esse processo de conversas multilaterais seria capaz de garantir benefícios mútuos aos países e, se for implementado com políticas domésticas fortes, poderia evitar uma retirada mais ampla do multilateralismo. “A generalização do protecionismo ou uma corrida competitiva rumo à redução da supervisão financeira e na regulação deixaria todos os países em situação muito pior.”

 

O relatório aumentou em 0,1 ponto percentual a estimativa de crescimento da China para esse ano, que ficou em 6,7%. Porém, o FMI identificou riscos financeiros e de excesso de crédito naquele país. Uma vez consumados, eles poderiam “resultar numa abrupta desaceleração do crescimento com efeitos de contágio adversos para outros países através do comércio, dos preços das commodities e dos canais de confiança”.

 

Outro risco considerado pelo FMI seria uma eventual aceleração no ritmo da normalização da política monetária americana, com elevação da taxa básica de juros pelo Federal Reserve de maneira mais acelerada. Isso reverteria o fluxo de capitais para países emergentes e levaria a uma apreciação do dólar, dificultado as economias emergentes mais alavancadas. O Fed, porém, está fazendo elevações na taxa básica de juros em ritmo moderado e com prévias indicações ao mercado.

 

 

 

(Fonte: Valor Ecômico – 24/07/2017)

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