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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Indústria cresce 0,2%, com alta disseminada

A produção industrial cresceu 0,2% em outubro em relação a setembro, conforme dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado positivo, o segundo consecutivo, foi impulsionado, principalmente, pela fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos; que aumentou 20,3%; de bebidas, que subiu 4,8%; e de artigos do vestuário, com alta de 4,3%. De janeiro a outubro, a indústria acumula expansão de 1,9%. Em comparação a outubro do ano passado, a produção industrial registrou alta de 5,3%.

 

No mercado, os dados foram interpretados como mais um sinal de que a economia segue em recuperação gradual. Além disso, 15 dos 24 ramos pesquisados mostraram alta. “O crescimento não está concentrado em setores específicos. Isso é positivo”, avaliou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comemorou: “Comparado a anos anteriores, é possível observar a forte guinada ocorrida nos últimos 12 meses. Crescimento da indústria é prenúncio de mais e melhores empregos à frente”, disse ele, no Twitter.

 

A principal influencia negativa que impediu uma elevação maior da produção das fábricas veio do setor de alimentos, que amargou retração de 5,7%. “Há uma queda importante do item açúcar na passagem de setembro para outubro. As chuvas atrapalharam o processamento da cana-de-açúcar, e a maior parte da colheita foi destinada à produção de álcool”, disse Macedo. Outros impactos negativos ocorreram nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-3,2%).

 

Fundo do poço

O resultado de outubro superou a estimativa do Itaú Unibanco, que projetava alta de 0,1%, informou o economista Artur Manoel Passos, responsável na instituição pelo setor de análise de atividade econômica. Segundo ele, os indicadores ligados à formação bruta de capital fixo, que mede os investimentos das empresas, mostraram desempenho misto no mês, com alta na produção de bens de capital (1,1%) e queda na produção de insumos da construção civil (-1,2%). Passos estimou que a produção de farmoquímicos e farmacêuticos, que subiu 20,3% no mês, contribuiu com 0,4 ponto percentual para o resultado agregado.

 

Apesar da sequência de resultados positivos, o economista do Itaú afirmou que os primeiros indicadores de confiança, utilização da capacidade instalada, dados semanais de comércio exterior, consumo de energia e produção de automóveis sinalizam queda de 0,5% da produção industrial em novembro. “Para dezembro, nossa projeção preliminar é de que a tendência de alta volte”, destacou.

 

A economista-chefe da Rosenberg Associados, Thaís Marzola Zara, avalia que a indústria segue em recuperação lenta e gradual das perdas acumuladas nos últimos anos. “Vamos deixando o fundo do poço para trás e, melhor ainda, com recuperação da produção de bens de capital, que é indicador antecedente da produção industrial futura. O índice de difusão também confirma a recuperação da indústria, que deve se intensificar nos próximos meses”, afirmou. Ela espera crescimento de 2,2% em 2017 e de 3,1% em 2018.

 

Diferença

Na avaliação do economista-chefe do Banco Haitong, Jankiel Santos, o resultado reforça a percepção de que o pior ficou para trás. Ele afirma, porém, que os dados indicam que o setor industrial não deve contribuir para o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre com a mesma intensidade verificada entre julho e setembro. “Por outro lado, foi o sexto mês consecutivo em que o número de atividades que registraram expansão passou de 50% do total. Portanto, é provável que apresentemos uma recuperação gradual, mas constante, à frente”, destacou.

 

O aumento da produção de bens de capital aliado à recuperação das importações de produtos desse tipo é um sinal positivo para os investimentos, avalia o economista-chefe para América Latina do Banco Goldman Sachs, Alberto Ramos. Entretanto, ele ressaltou que, mesmo com os resultados positivos acumulados, a produção industrial em outubro estava 17,2% abaixo do topo registrado em junho de 2013. “Esperamos que essa diferença diminua gradualmente com a estabilização da economia, o declínio das taxas de juros reais e as condições financeiras mais fáceis”, disse.

 

 

 

(Fonte: Correio Braziliense – 06/12/2017)

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