Rio de janeiro
Agenda Inovação Novembro -   Dezembro    -     Janeiro Voltar 2018 -   2019 Avançar
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • 01
  • 02
  • 03
  • 04
  • 05
  • 06
  • 07
  • 08
  • 09
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30
Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Economia global volta a crescer, mas ameaças persistem

Pela primeira vez, desde a crise financeira que arrasou as finanças mundiais há dez anos, as principais economias do mundo voltaram a crescer de forma sincronizada. No ano passado, as nações mais desenvolvidas e países emergentes importantes, inclusive os do Brics, não só apresentaram desempenho positivo, como o fizeram de forma integrada, fortalecendo os fluxos internacionais financeiros e de comércio, após um longo período de ajustes com graves consequências sociais, como desemprego, perda de moradia, escassez de crédito entre outros infortúnios que abalaram a fé no sistema.

 

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o mundo deverá crescer 3,9% este ano e o próximo, comparado a 3,7% em 2016 e 3,2%, no ano anterior. Embora abaixo da média superior a 4% do período pré-crise, trata-se de uma expansão saudável, sem sinais de bolhas e outros desequilíbrios fiscais e financeiros, que um crescimento muito acelerado pode trazer, se sua expansão não for sustentável, como se viu recentemente no Brasil da “nova matriz econômica”, durante o governo de Dilma Rousseff.

 

Mas, talvez, a evidência mais auspiciosa esteja na maneira sincrônica com que o crescimento atual vem ocorrendo. Em 2017, de acordo com dados do Conference Board, associação internacional independente de negócios e pesquisas, os EUA cresceram 2,3%; Canadá, 2,5%; México, 2,5%; Índia, 6,2%; China, 6,6%; Rússia, 1,8%; Indonésia, 4,9%; Japão, 1,4%; zona do euro, 2,2%; Reino Unido, 1,5%; Austrália, 1,8%; e Brasil, 1%, para citar algumas das principais economias mundiais.

 

Os duros ajustes implementados no período de crise pelas autoridades monetárias desses países trataram especificamente de suas realidades internas, mas sem descuidar da ordem internacional vigente, baseada na integração, cooperação e no livre fluxo global de comércio e investimento. Não fosse essa integração, certamente não haveria uma expansão sincronizada como a atual. E não foi tarefa fácil, considerando-se o revés político da falta de confiança que a crise provocou.

 

De todos os lados emergiram líderes populistas com receitas fáceis e fadadas ao infortúnio, reavivando, à esquerda e à direita, ideologias perigosas e retrógradas, em defesa de um nacionalismo fetichista. Onda que estimulou o ressurgimento de líderes políticos, partidos e coalizões extremistas, contrárias à integração e à cooperação globais. Esses caudilhos adotaram medidas protecionistas, levando a um isolacionismo perigoso.

 

O exemplo mais conspícuo é o de Donald Trump, não apenas por seu estilo fanfarrão e agressivo, mas pelo peso dos EUA como motor da economia mundial. Movimentos como o Brexit e a escalada de regimes extremistas completam o quadro de incertezas. Estas são, sem dúvida, as maiores ameaças ao ciclo de recuperação atual, capaz de gerar uma prosperidade compartilhada globalmente.

 

 

 

(Fonte: O Globo - 03/02/2018)

Destaques

Livro Branco da Inovação Tecnológica

Instituições Associadas

ABIFINA
ABIMO
ABINEE
ABIQUIM
ALANAC
FIEMG
IPD FARMA
SEBRAE