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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Ciclo pode ser mais forte se houver estímulo aos investimentos, diz ex-presidente do Iedi

Para Pedro Passos, sócio e conselheiro da Natura e ex-presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), os dados do PIB mostram que o investimento começa aos poucos a ser retomado no país, mas em nível muito mais baixo que o necessário.

 

"Estamos em um nível de investimento em 16% do PIB, quando os emergentes falam em 25% do PIB. Estamos muito atrasados ainda", afirmou, após participar de debate a respeito do relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre a economia brasileira, no Insper, em São Paulo. A taxa de investimento ficou em 15,7% do PIB no quarto trimestre de 2017, maior que a de 15,3% observada em igual período de 2016, segundo o IBGE.

 

Falta, na visão do empresário, criar mecanismos que estimulem os investimentos no país, como reformas e o fim da burocracia. "Temos uma demanda clara por investimentos em infraestrutura", afirmou. "Se criarmos os mecanismos para incentivar o setor privado e o mercado financeiro a fazerem investimento de longo prazo, até com apoio do BNDES para estimular, não com taxa de juros, mas compondo o risco de determinados investimentos, tenho a impressão que podemos retomar o ciclo de investimentos", disse.

 

Outro ponto defendido por Passos, que também aparece no relatório da OCDE, é a possibilidade de aumentar a produtividade do Brasil com a abertura da economia. Na visão da OCDE, a produtividade precisará ser o motor do crescimento da economia nas próximas décadas. Para Passos, esse é um tema que ainda não entrou nas sinalizações do governo atual.

 

"Precisamos nos integrar e isso depende de uma lição de casa nossa, de baixar as tarifas para o nível internacional, dar prazo relativamente curto para que as empresas possam se adaptar a esse cenário. Não podemos continuar sendo o país mais caro do mundo", afirmou Passos.

 

O crescimento de 1% no PIB em 2017, para o empresário, representa uma reversão importante. "Estamos saindo de uma recessão muito profunda, muito dolorida. O fato de ser 1% pode parecer pequeno, mas é um número que vem de um histórico muito negativo, portanto é uma reversão importante", afirmou o empresário.

 

Passos diz que ainda levará um tempo para que os efeitos da retomada da atividade se estendam à população de forma mais ampla. "A reversão de emprego ainda é pequena, a reversão de renda é pequena", afirmou. O empresário afirmou também que as empresas estão apostando em um ciclo de crescimento nos próximos dois anos, mas ainda esperam o processo eleitoral para saber quais são os sinais de longo prazo para tomar decisões. "Este ano é importante por conta das eleições e por conta da sinalização, afirmou.

 

Para o empresário, a redução da desigualdade social seria um grande indutor do aumento da produtividade. Passos criticou subsídios feitos a segmentos que não deveriam ser prioritários, como os concedidos à indústria automotiva, e citou o exemplo da Zona Franca de Manaus, que, na visão dele, é "o emprego mais caro que se possa imaginar".

 

"Há indústrias que passaram do ciclo de maturidade e continuamos apoiando, como o setor automotivo. Continuamos tendo incentivos importantes e discussões renovadas para estender esse beneficio". Passos defendeu a realocação de recursos em programas mais efetivos na redução da pobreza, como o Bolsa Família. "A realocação de recursos na direção do Bolsa família podia ser mais efetiva na direção da desigualdade", afirmou o empresário.

 

 

 

(Fonte: Valor Econômico – 02/03/2018)

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