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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

CNI: fusão de MDIC à Fazenda reduz atenção sobre temas cruciais da indústria

Depois de ministros do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmarem que o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) será fundido aos ministérios da Fazenda e do Planejamento em um novo Ministério da Economia, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nota contrária à decisão. Segundo a entidade, é “imprescindível” que o Brasil tenha um ministério forte e independente para elaborar, executar e coordenar políticas públicas para o setor industrial.

 

“Tendo em vista a importância do setor industrial para o Brasil, que é responsável por 21% do PIB nacional e pelo recolhimento de 32% dos impostos federais, precisamos de um ministério com um papel específico, que não seja atrelado à Fazenda, mais preocupada em arrecadar impostos e administrar as contas públicas”, afirmou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, em nota.

 

Para Andrade, a excessiva concentração de funções em um único ministério reduziria a atenção sobre temas cruciais para a indústria, que ficariam diluídos “em meio aos incêndios que cotidianamente desafiam a gestão macroeconômica”. “Nenhuma grande economia do mundo abre mão de ter um ministério responsável pela indústria e pelo comércio exterior forte e atuante”, completou.

 

A entidade destacou que países como Inglaterra e Estados Unidos mantêm órgãos voltados para a política industrial. “A eventual perda de status do MDIC colocaria o Brasil, portanto, na contramão dessa tendência e reduziria a nossa capacidade em negociações internacionais”, ressalta Andrade.

 

Na semana passada, após receber representantes da indústria ainda durante a campanha, Bolsonaro chegou a dizer que a incorporação do MDIC poderia ser repensada. Hoje, porém, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou a fusão. “Vamos salvar a indústria brasileira, apesar dos industriais brasileiros”, afirmou Guedes. A CNI não comentou a declaração do economista.

 

 

 

(Fonte: Estadão – 30/10/2018)

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