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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Incêndios na Amazônia podem deixar o Brasil fora da OCDE

Os incêndios sem controle que devastam a floresta amazônica podem acabar com as chances de o Brasil de se tornar um membro da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), disseram líderes do setor empresarial nesta sexta-feira.

 

O surto de incêndios deixou ambientalistas alarmados, que culpam o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, por enfraquecer a proteção da maior floresta tropical do mundo e por fazer vista grossa ao desmatamento ilegal feito por fazendeiros e grileiros.

 

Os incêndios suscitaram críticas internacionais à maneira como Bolsonaro está lidando com a destruição da floresta, que produz mais de 20% do oxigênio da atmosfera terrestre e é considerada um contraponto vital às mudanças climáticas.

 

O presidente francês Emmanuel Macron disse que a crise na Amazônia deve ser discutida na cúpula dos líderes do G7 neste fim de semana, onde ele vai pressionar para que seus colegas assinem uma declaração sobre biodiversidade.

 

— A situação é muito séria — disse Rubens Barbosa, diretor de Comércio Internacional na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

 

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O Brasil pediu para entrar para a OCDE, que reúne 37 países desenvolvidos, em 2017, buscando um selo de aprovação exigido por muitos investidores institucionais.

 

Mas o ingresso do país depende da possibilidade de os membros da organização concordarem que o governo brasileiro está cumprindo uma série de recomendações, muitas delas envolvendo padrões ambientais.

 

Fogo na Amazônia: Macron diz que Bolsonaro mentiu, e Europa ameaça retaliar Brasil

 

Com a atual falta de preocupação com o meio ambiente reinante no governo Bolsonaro, a entrada na OCDE está sob risco, diz Gabriel Petrus, diretor executivo da Câmara Internacional de Comércio no Brasil.

 

— Achamos que será um desafio agora (a entrada para a OCDE) — disse Petrus.

 

Ele conclamou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a tomar providências imediatas para reforçar a proteção da floresta a fim de apagar os incêndios e melhorar a imagem do país no exterior.

 

— Do contrário, não seremos aprovados na OCDE.

 

Salles viajará a Paris em setembro para participar de uma reunião da Comissão de Política Ambiental da organização, onde espera-se que ele seja questionado sobre as políticas brasileiras para o setor.

 

Bolsonaro já prometeu que iria abrir mais a Amazônia para os setores agrícolas e de mineração, mesmo dentro de reservas indígenas que são tidas como as partes mais protegidas da floresta.

 

Seu governo também planeja pavimentar estradas em partes intocadas da região, abrindo acesso a madeireiros ilegais, fazendeiros e garimpeiros, temem os ambientalistas.

 

Líderes do agronegócio e também na indústria do papel instaram Bolsonaro a mudar suas políticas ambientais para evitar a ameaça de boicote a seus produtos nos mercados de consumo internacionais.

 

Petrus diz que grandes exportadoras brasileiras de alimentos e cosméticos já cumprem as melhores práticas ambientais.

 

— O desmatamento que vemos é feito de maneira ilegal por fazendeiros e grileiros, e precisa ser investigado — afirma.

 

Em meio à condenação internacional, Bolsonaro disse nesta sexta-feira que pode mobilizar o Exército para combater os incêndios.

 

Atingido por uma grita global contra a destruição da floresta amazônica, o governo brasileiro lançou uma ofensiva diplomática para convencer a comunidade internacional de suas credenciais ecológicas.

 

 

 

(Fonte: Globo Online - 23/08/19)

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