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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Luz amarela se acende no comércio Brasil-China com exportações e importações em queda

De janeiro a agosto as exportações brasileiras para a China tiveram uma queda de 2,28% e somaram US$ 45,532 bilhões. No mesmo período, as importações totalizaram US$ 23,736 bilhões, com uma contração de 2,26%. Com isto, nos primeiros oito meses do ano, o fluxo de comércio bilateral totalizou US$ 69,268 bilhões. Com a retração nas exportações, as trocas comerciais com os chineses proporcionaram ao Brasil um superávit de US$ 17,796 bilhões.

 

Na opinião do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, esses números relativos às trocas comerciais do Brasil com seu principal parceiro comercial e ainda que referentes a apenas oito meses do ano, não deixam dúvida de que em 2019 a balança comercial brasileira terminará 2019 com um resultado que classifica como “um superávit comercial triplamente negativo”, pois será obtido com quedas importantes das importações e importações e do próprio superávit, que apesar de robusto, não contribuirá para gerar atividade econômica, que é proporcionada pela corrente de comércio, também em queda”.

 

José Augusto de Castro vê com preocupação a queda constante no fluxo de comércio com a China e a redução drástica no superávit comercial e faz uma alerta: “o aumento da competitividade é fundamental para o Brasil reduzir a dependência das vendas para a China. Precisamos parar de rezar em mandarim, porque a economia chinesa está desacelerando”.

 

A quatro meses do fim de 2019, os dados do intercâmbio comercial sino-brasileiro apontam para uma queda expressiva no fluxo de negócios do Brasil com seu principal parceiro comercial. Ano passado, o Brasil embarcou para a China bens no valor de US$ 63,930 bilhões e importou produtos chineses no montante de US$ 34,740 bilhões. A balança comercial proporcionou ao Brasil um superávit de US$ 29,200 bilhões, saldo impossível de ser igualado este ano.

 

Apesar da queda de valores, a China continua sendo, com ampla margem de folga, o maior parceiro comercial do Brasil. No período janeiro-agosto, o país asiático foi o destino final de 27,9% das exportações totais brasileiras e, na outra ponta, respondeu por 20,3% das importações brasileiras.

 

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia apontam par uma queda de 3,2% nas exportações de produtos básicos, que geraram este ano uma receita de US$ 36,75 bilhões (participação de 88,5% nas vendas aos chineses) e retração de 15,1% nos embarques de produtos manufaturados, que tiveram uma participação de modestos 1,92% no total exportado, no valor de US$ 799 milhões. Em contrapartida, registrou-se uma alta de 10,7% para US$ 3,98 bilhões nas vendas de produtos semimanufaturados., responsáveis por 9,59% nas exportações totais para o país asiático.

 

Em termos de produtos, a soja, carro-chefe nas vendas à China, acumulou uma retração de 26,0% e as vendas totalizaram US$ 15 bilhões (correspondentes a 36% do volume embarcado pelas empresas brasileiras para o exterior). Enquanto as exportações de soja despencaram, todos os outros produtos que integram a relação dos cinco principais itens vendidos para a China fecharam os oito primeiros meses do ano com resultados positivos.

 

O petróleo, segundo item principal da pauta exportadora, teve uma alta de 21,2% e uma receita de US$ 10,18 bilhões (25% do total vendido aos chineses), seguido pelos minérios de ferro (exportação de US$ 8,31 bilhões, com alta de 18,8% e participação de 20%). Outros dois produtos importantes da pauta exportadora também tiveram crescimento das vendas no período: celulose (US$ 2,37 bilhões, com alta de 1,7% e participação de 5,7%) e carne bovina (US$ 1,004 bilhão, aumento de 17,3% e participação de 2,5%).

 

 

 

(Fonte: Comex do Brasil - 17/09/19)

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