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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Produção industrial desaba 9,1% em março devido ao coronavírus

A pandemia do novo coronavírus fez a produção industrial brasileira despencar 9,1% em março. O baque foi divulgado nesta terça-feira (05/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e reflete o fechamento de fábricas de todo o país por conta das medidas de isolamento social exigidas pela Covid-19.

De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, o baque de 9,1% se refere à variação da produção industrial entre fevereiro e março deste ano e é o pior para o mês de março desde 2002. Olhando para toda a séria histórica, o resultado também é o pior desde maio de 2018, quando a economia brasileira parou devido à greve dos caminhoneiros. Por isso, com essa contração, a produção industrial nacional voltou para o nível de agosto de 2003, ficando 24% abaixo do recorde registrado em maio de 2011.

"O movimento de quarentena fez com que muitas empresas interrompessem o seu processo de produção, seja concedendo férias coletivas ou paralisando as atividades por determinados períodos”, lembrou o gerente da PIM do IBGE, André Macedo. Ele disse ainda que o resultado de março impressiona pela amplitude da queda, mas também pela extensão desse movimento negativo. É que a produção industrial registrou contração em todas as quatro categorias econômicas pesquisadas pelo IBGE e em 23 das 26 atividades analisadas pela PIM.

Segundo o IBGE, a produção de bens duráveis foi a mais atingida, com uma queda de 23,5%. O resultado reflete, sobretudo, a redução da produção de automóveis, que caiu 28% em março pressionada pelas paralisações e interrupções da produção de várias unidades produtivas. "A atividade que teve o impacto negativo mais importante foi a de veículos automotores, reboques e carrocerias. O principal produto afetado, em termos de comportamento negativo, foi o de automóveis, mas o segmento de caminhões também apresenta perdas, assim como o de autopeças", contou Macedo.

Mas também houve quedas na produção dos bens de capital (-15,2%), dos bens de consumo (-14,5%), dos bens semiduráveis e não duráveis (-12%) e dos bens intermediários (-3,8%). Isso porque também houve contrações relevantes em atividades industriais como a confecção de artigos de vestuário e acessórios (-37,8%); couro, artigos para viagem e calçados (-31,5%); móveis (-27,2%); produtos têxteis (-20,0%); bebidas (-19,4%); produtos de borracha e de material plástico (-12,5%); produtos de minerais não-metálicos (-11,9%); máquinas e equipamentos (-9,1%) e até de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,9%) e outros produtos químicos (-4,7%).

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O IBGE lembra, porém, que a contração da produção industrial atingiu os diversos setores de maneira diferente. A queda foi mais intensa nos bens considerados supérfluos nesse momento de pandemia, mas foi menor em bens essenciais. A produção de produtos alimentícios, por exemplo, variou negativamente apenas 0,5%. E a produção de sabões e produtos de limpeza cresceu 0,7% em março.

Além disso, lembra o IBGE, deve-se levar em conta ainda que o período de confinamento não atingiu todo o mês de março e variou de acordo com cada unidade da federação naquele mês. Por isso, é provável que esse baque de 9,1% persista e fique até maior na próxima pesquisa, referente à produção industrial de abril, quando o isolamento social durou todo o mês na maior parte do Brasil, interrompendo a produção de ainda mais fábricas e por um tempo maior que o registrado em março.

 

 

 

 

(Fonte: Correio Braziliense - 05/05/20)

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