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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Multinacionais temem aumento do protecionismo

Um grupo de multinacionais com forte presença nos EUA alertou para o risco de que as economias avançadas, e especialmente os EUA, se tornem mais protecionistas em decorrência da pandemia do coronavírus, o que fez soar o alarme para a economia global.

Pesquisa realizada pela Global Business Alliance (GBA), que representa subsidiárias americanas de grupos como BMW, Nestlé e HSBC em Washington, 77% de seus membros disseram acreditar que os EUA se tornarão mais protecionistas com relação a comércio, fusões e aquisições internacionais e compras governamentais por causa do vírus.

Na pesquisa, 69% das multinacionais disseram acreditar que outras economias avançadas também passarão a impor mais barreiras ao comércio, apesar dos apelos de instituições econômicas multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), para que evitem o protecionismo.

“A retórica do ‘eu sozinho’ dos EUA que ouvimos em alguns círculos definitivamente preocupa essas empresas. Muitas dessas tendências já estavam em curso, em termos de nacionalismo econômico, não só nos EUA, mas também em outros países, e a pandemia as exacerbou”, disse Nancy McLernon, presidente da GBA. “Infelizmente, na cabeça de algumas pessoas isso validou a ideia da necessidade de olhar para dentro, em vez de fortalecer nossos vínculos com outros países, o que é lamentável.”

Desde que a covid-19 começou a se espalhar ao redor do mundo, muitos países, entre eles os EUA, têm estudado medidas para eliminar as cadeias de fornecimento globais. A tensão entre EUA e China tem contaminado a arena comercial, e o presidente Donald Trump já sugeriu que a trégua comercial acertada com Pequim em janeiro pode durar pouco.

Os EUA anunciaram o início de negociações comerciais com o Reino Unido, mas mantêm as tarifas sobre metais europeus impostas por razões de segurança nacional, ou os impostos sobre outros produtos europeus adotados por causa de uma disputa a respeito de subsídios para aviões.

“A única maneira de conseguirmos sair disso, tanto em termos da crise sanitária... como da crise econômica subsequente, é realmente fortalecer nossos laços com nossos amigos e aliados, não enfraquecê-los”, disse McLernon. “Infelizmente, especialmente em um ano de eleições, temos ouvido algumas retóricas protecionistas em termos de cadeias de fornecimento globais e da noção de que precisamos ser completamente autossuficientes que acho que estão equivocadas”, acrescentou ela.

Hugh Welsh, presidente da subsidiária americana da DSM, empresa holandesa do setor de nutrição, disse que a preocupação é que a covid-19 tenha proporcionado “uma justificativa e evidências circunstanciais” para que políticos nos EUA e em outros países “criem uma preferência pela manufatura doméstica em detrimento do comércio internacional”.

“Nosso maior medo é que já temos problemas com rupturas nas cadeias de fornecimento como consequência do vírus; certamente não precisamos de mais [problemas] como resultado de ações protecionistas de governos. Isso não seria bom, e não só para nossos negócios, também não seria bom para os consumidores”, disse Welsh.

Na pesquisa da GBA, 60% dos entrevistados disseram que o clima de negócios para empresas estrangeiras nos EUA piorou em comparação com seis meses atrás, e 78% afirmaram que a covid-19 afetou suas atividades de maneira significativa ou moderada. Enquanto 43% disseram que sua empresa provavelmente reduziria o número de vagas de trabalho durante os próximos seis meses, 52% afirmaram que manteriam seus níveis de emprego atuais.

Na média, as empresas disseram que sua expectativa é de que vai demorar mais de um ano, ou 13,7 meses, para se recuperar financeiramente da pandemia, enquanto que para a economia dos EUA a previsão é de que a recuperação levará 21,8 meses, ou quase dois anos. O prognóstico para a recuperação da economia global foi ainda pior, de 26,8 meses.

McLernon disse que, embora as grandes multinacionais enfrentem dificuldades, elas provavelmente resistirão melhor do que outras empresas. “Elas podem mobilizar melhor os recursos financeiros, podem aproveitar o know-how global do setor, adquirir experiência em outros países mais rapidamente... políticos e outros [falam de] pequenas empresas, que certamente são muito importante. Mas são as grandes que têm os recursos para enfrentar uma crise como esta e recomeçar, seja por meio dos fornecedores ou dos clientes.”

 

 

 

 

(Fonte: Valor - 11/05/20)

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