Rio de janeiro
Agenda Inovação Maio -   Junho    -     Julho   Avançar Voltar 2020 -   2021 Avançar
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • 01
  • 02
  • 03
  • 04
  • 05
  • 06
  • 07
  • 08
  • 09
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30
  • 31
Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Retomada econômica deve respeitar saúde, dizem empresários

Apesar da preocupação com os efeitos que a pandemia do novo coronavírus começam a gerar sobre a economia, executivos da indústria brasileira defendem uma estratégia de reabertura das atividades que respeite os protocolos das autoridades de saúde, aproveite as experiências adotadas em outros países e seja feita de forma coordenada entre os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

Essa avaliação é defendida por representantes de diversos segmentos, desde integrantes do grupo que se reuniu anteontem com o presidente Jair Bolsonaro e acabou sendo levado até o Supremo Tribunal Federal (STF), até executivos de outros ramos da produção.

Nelson Mussolini, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), afirmou que qualquer decisão sobre a reabertura da economia brasileira deve ser baseada na ciência. Ele não estava na comitiva que foi ao STF na quinta-feira.

— Somos escravos da ciência e não podemos ir contra o que ela diz. Seria contraditório tomar qualquer decisão de reabertura que não tenha base científica — disse Mussolini.

O setor farmacêutico adota diversos protocolos de segurança, como distanciamento nas linhas de produção, maior espaçamento nos refeitórios e isolamento social, quando possível, além de higienização mais efetiva do que a já realizada para evitar qualquer tipo de contaminação.

Após dias de tensão:Tripulantes contaminados por Covid-19 são retirados de navio na Baía da Guanabara

No total, o Sindusfarma representa 150 indústrias, que geram cem mil empregos diretos e mais 600 mil indiretos. O setor faturou R$ 73 bilhões em 2019.

— Nosso foco é o ser humano — afirmou Mussolini.

Reabertura gradual

O empresário Marco Stefanini, presidente da multinacional brasileira Stefanini, que também não estava na comitiva do STF, avalia que a reabertura da economia tem que ser gradual e começar por municípios pequenos, onde a incidência da doença é menor.

Crise:Produção de veículos tem pior mês desde a instalação da indústria automotiva no Brasil, em 1957

Para ele, com auxílio de tecnologia, que ajuda a acompanhar melhor a evolução da doença, é possível criar estratégias para a retomada da economia.

— Capitais onde o número de casos é grande devem manter quarentena. Mas em cidades menores, é possível avaliar caso a caso. A tecnologia ajuda a monitorar aglomerações, através de mapas de calor — afirmou o executivo.

— É claro que protocolos básicos de segurança, como distanciamento mínimo, precisam ser implementados. Escolas e shoppings seriam os últimos a ser liberados. Lojas menores poderiam começar a reabrir e movimentar a economia — acrescentou Stefanini.

Consumo: Com quarentena, compras de roupas e calçados despencam quase 90%

José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Ablipast), acredita que a grande demanda das empresas, neste momento, é ter acesso mais facilitado a linhas de crédito.

Esse problema foi exposto na reunião que os empresários tiveram com o presidente Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, anteontem, antes da caminhada até o gabinete do presidente do STF, ministro Dias Toffoli.

Em 2020:Economia mundial causará perda de quase US$ 50 bi a comércio exterior brasileiro

O executivo, que esteve em Brasília na reunião no Palácio do Planalto e no Supremo, lembra que os empresários presentes ao encontro foram unânimes em defender um plano coordenado para que a retomada das atividades seja feita de forma organizada e respeitando todos os protocolos de saúde necessários.

— Tem que planejar a volta, preservando a saúde das pessoas ao máximo e os empregos — afirmou Roriz.
Amplo debate

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção (Abit), Fernando Pimentel, que também esteve com Bolsonaro, concorda com a necessidade de uma estratégia coordenada. entre o Planalto, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário.

Geração perdida: Pandemia fará economia ter pior desempenho em 120 anos

— Precisamos ter uma estratégia para reabrir a economia. É como está acontecendo em outros lugares do mundo. Uma solução definitiva só virá com a vacina, e até lá com medidas de segurança, distanciamento e muita higiene e limpeza é preciso ter uma estratégia de reabrir — afirmou.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, também disse ser favorável a um debate mais amplo sobre a estratégia a ser aplicada para promover a reabertura econômica sem que isso comprometa a saúde da população.

— É preciso pensar em alternativas para promover a reabertura. Se a retomada vai acontecer em maio, junho ou julho isso vai depender das autoridades de saúde. O importante é termos esse debate — disse.

 

 

 

 

(Fonte: Globo Online - 09/05/20)

Instituições Associadas

ABIFINA
ABIMO
ABINEE
ABIQUIM
ALANAC
FIEMG
IPD FARMA
SEBRAE