Rio de janeiro
Agenda Inovação Julho -   Agosto    -     Setembro   Avançar Voltar 2020 -   2021 Avançar
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • 01
  • 02
  • 03
  • 04
  • 05
  • 06
  • 07
  • 08
  • 09
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30
  • 31
Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Coronavírus derruba comércio internacional do Brasil em abril

Ainda em fase de crescimento das transmissões do coronavírus, o Brasil registrou forte recuo das exportações e importações de mercadorias em abril, na comparação de valores tanto com o mês anterior quanto com o mesmo mês de 2019.

A queda nas vendas para o exterior no mês passado foi de 7% e, em relação ao mesmo mês de 2019, de 5%. Já as importações despencaram 20,6% em relação a março deste ano e ficaram 15% abaixo de abril de 2019.

O impacto da pandemia sobre o comércio exterior brasileiro, que se acelerou em abril, começou em março, com -0,9% para as exportações e -0,4% para importações.

Ainda assim, no primeiro trimestre o Brasil foi exceção entre 20 maiores economias do mundo, segundo dados divulgados nesta quinta (28) pela OCDE (organização que reúne 37 entre os principais países do mundo).

Na média, as exportações do G20 encolheram 4,3% no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre de 2019, e as importações ficaram 3,9% menores, atingindo o menor nível desde o segundo trimestre de 2017.

O Brasil registrou alta de 0,9% nas exportações e de 2,8% nas importações no trimestre. Segundo a OCDE, o país foi "inicialmente menos exposto ao surto de Covid-19 do que a maioria das outras economias do G20 no período, e o crescimento exponencial começou no final de abril".

Na análise da organização, a perpectiva é de piora mais acentuada, "devido à prevalência do vírus em o país".

Outra ressalva importante, segundo a OCDE, é que o país vinha de queda forte nas importações no último trimestre de 2019 (-8,1%) e exportações também em baixa (-1,5%). "Os aumentos do primeiro trimestre de 2020 mostram um efeito esperado de 'recuperação', mas os níveis reais ainda estão abaixo dos exibidos no terceiro trimestre do ano passado", afirmaram analistas da entidade.

Já a Argentina teve o maior tombo nas exportações entre os 20 maiores países no primeiro trimestre, de 14,3%, enquanto as importações recuaram 1,7%. O país vizinho entrou em lockdown em 19 de março.

A maior parte dos países do G20 adotou também a partir de meados de março medidas de restrição da atividade para combater a pandemia de coronavírus. Segundo a OCDE, os graus variados de restrição e a exposição dos países a outras nações afetadas pela pandemia se refletiram nos números do comércio internacional.

A China, primeira a ser afetada pelo coronavírus, paralisou a região de Hubei de 23 de janeiro a 8 de abril, e registrou queda de 9,3% nas exportações do primeiro trimestre e 7% nas importações.

A paralisação do mais importante fornecedor global de peças e componentes afetou a produção industrial em vários outros países do G20 ao longo do trimestre. Em abril, os números da China mostram alta de 4% nas exportações tanto sobre março quanto sobre abril de 2019.

Na Índia, as exportações tiveram queda semelhante à das chinesas, de 9,2%, embora a paralisação no país tenha sido adotada apenas em 23 de março. As importações recuaram 2,3%.

Em países da Ásia que reagiram com políticas intensivas de teste, rastreamento e isolamento para restringir e encurtar lockdowns, como Japão e Coreia do Sul, o impacto no comércio foi relativamente menos abrupto.

No Japão, as exportações caíram 4% e as importações, 4,4%. Na Coreia, houve aumento de 3,3% nas exportações, mas queda de 1,2% nas importações, com forte volatilidade durante o trimestre, por causa do impacto da quarentena chinesa na cadeia de suprimentos.

A redução da atividade asiática afetou as exportações da Austrália, que caíram 3,7%. O colapso no preço do petróleo afetou Rússia e Arábia Saudita, com as exportações despencando 9,9% e 10,2%, respectivamente.

Canadá e Estados Unidos tiveram redução nas exportações (de 4,2% e 1,9%) e nas importações (3,8% e 2,8%). O México registrou alta de 1% em suas vendas internacionais, mas queda de 1,2% nas importações.

O impacto foi irregular na Europa. França, Itália e Reino Unido registraram quedas mais abruptas nas exportações (7,1%, 4,9% e 7,8%, respectivamente) e nas importações (7,0%, 5,6% e 6,5%, respectivamente) que a Alemanha, em que as exportações tiveram baixa de 3,5% e as importações, 2,4%.

A maior economia europeia adotou a quarentena nacional em 22 de março, depois da Itália (10) e da França (17), mas um dia antes do Reino Unido, onde a ordem de ficar em casa veio em 23 de março.

A organização afirma que dados de abril apontam para contração mais acentuada no comércio internacional no segundo trimestre.

No mês passado, exportações coreanas e japonesas caíram 21,5% e 10,6%, respectivamente, em comparação com março de 2020.

 

 

 

 

(Fonte: Yahoo News - 28/05/20)

Instituições Associadas

ABIFINA
ABIMO
ABINEE
ABIQUIM
ALANAC
FIEMG
IPD FARMA
SEBRAE