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RETS

Notícias - RETS

Rets promove capacitação em projetos de inovação

Técnicos de Entidades Tecnológicas Setoriais (ETS) passam por um treinamento em elaboração de projetos de inovação, dias 1º e 2 de julho, promovido pela Rede de Entidades Tecnológicas Setoriais (Rets). De acordo com Roberto Nicolsky, diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec) e coordenador da Rets, o treinamento é para preparar os técnicos de filiados à Rets para dar apoio às empresas associadas a cada ETS na preparação de solicitações de recursos financeiros para os seus projetos de inovação tecnológica.

"Se tivesse havido um prazo mais amplo do Edital de Subvenção 2008 da Finep poderíamos aproveitar para esse edital. Mas, estamos preparando recursos humanos de apoio para as solicitações ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e programas de outras agências. A idéia é que os técnicos das ETS atuem como multiplicadores, propagando cada vez mais a cultura do projeto de inovação tecnológica. A Protec não atua diretamente com empresas isoladas, mas sempre em parceria com ETS filiadas. O mesmo treinamento, em uma versão mais compacta, será aplicado a empresas do setor metalúrgico e de materiais em fins de julho, por ocasião do congresso anual da Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais (ABM), a entidade setorial", diz Nicolsky.

 

Nicolsky explica que aos técnicos das ETS filiadas será oferecido um treinamento que os habilite a serem mais pró-ativos na área de projetos tecnológicos, auxiliando as empresas associadas às suas entidades na preparação de bons projetos para as solicitações de apoio, e também para ajudar as empresas a se orientarem no planejamento e execução de seus programas internos de desenvolvimento e incorporação de inovações tecnológicas a seus produtos e processos de fabricação. "Ou seja, a Protec, através da Rets, está se empenhando em ampliar a disseminação da cultura tecnológica, essencial para que o país possa transformar a agregação de inovações na mais relevante ferramenta para a estratégia de crescimento das empresas e do país".

 

Manual

 

Além de capacitar técnicos, a Rets prepara, para empresas de todos os setores, um manual de formatação de projetos de pesquisa e desenvolvimento. O manual "Projeto de Inovação Tecnológica: planejamento, formulação, avaliação e tomada de decisões", está em fase de ajustes finais e deve ser editado em breve, mas já está servindo como a base de atuação da Rets.

 

"O novo manual de ''Projeto Tecnológico'' é mais uma etapa do processo de disseminação a que me referi anteriormente. No início de 2006 preparamos e lançamos um manual de ''Mecanismos de Apoio à Inovação Tecnológica'', como um auxiliar para as empresas utilizarem, principalmente, os incentivos fiscais da Lei do Bem e financiamentos à inovação do BNDES e Finep. O novo manual complementa essas informações e será levado às empresas sempre através da ETS a que estejam associadas. Para que a ação da Rets e Protec seja mais efetiva, estamos treinando recursos humanos para multiplicarem o esforço de disseminação dessa cultura".

 

Editais de apoio à inovação

 

Embora tenha sido considerado excelente o fato da Finep ter lançado o edital de subvenção econômica pelo terceiro ano consecutivo, as ETS acreditam que seu conteúdo não é o mais adequado para promover a inovação tecnológica no País. A Rets prepara um documento com sugestões das ETS, que lidam diretamente com inovação no setor produtivo, para aperfeiçoar os próximos editais de subvenção econômica da Finep. O documento com o posicionamento das entidades será enviado à Finep e ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

 

Os editais de apoio à inovação, para Roberto Nicolsky, deveriam mudar o seu enfoque complexo e detalhado e buscar a universalização do estímulo a qualquer tipo e tamanho de empresa, com a simplificação dos mecanismos. "Os atuais mecanismos desmotivam as empresas pelas suas restrições e complexidade. Veja-se o caso da Lei do Bem. Pouco mais de 130 empresas utilizou os seus incentivos, um número irrisório para as necessidades de aceleração do crescimento pela agregação de valor e de conteúdo tecnológico às nossas manufaturas".

 

Nicolsky explica que o mecanismo da subvenção, ou mais apropriadamente subsídio, é o mais eficiente para estimular a inovação na medida em que representa um compartilhamento do risco tecnológico entre o Estado e a empresa. "Esse compartilhamento não só é essencial, mas muito justo, pois é o Estado, como o coletor dos tributos, o maior beneficiário da agregação de valor devida à inovação. É só compararmos a carga fiscal média, superior a 35% sobre a receita, que é o quinhão do Estado, com a expectativa de lucro de um empreendimento industrial, regulado pela concorrência no mercado. Com toda a certeza, o total dos tributos será sempre algumas vezes superior ao lucro da empresa. Não é por outra razão que esse mecanismo é o mais utilizado pelos países geradores de inovações e o único universal, pois todos os 'países tecnológicos' o utilizam. Esse foi o mecanismo principal em todos os países emergentes bem-sucedidos".

 


(Fonte: Revista Odisseu - Inovação, Inteligência e Idéias - 01/07/2008)

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