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Embora tardias, medidas são bem-vindas, diz Humberto Barbato

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, participou nesta terça-feira (02/08) do lançamento do Plano Brasil Maior, anunciado pela presidente Dilma Rousseff e que prevê uma série de ações iniciais que vão desde a desoneração das exportações até a regulamentação da Lei de Compras Governamentais, passando pelo fortalecimento da defesa comercial e pela criação de regimes especiais setoriais, com redução de impostos.

Na avaliação de Barbato, apesar de tardias, as medidas são bem-vindas, pois demonstram comprometimento do governo com a indústria, hoje extremamente afetada pela valorização cambial e pela concorrência internacional. Ele destacou, ainda, o fato da presidente Dilma ter deixado aberto um canal para o aperfeiçoamento das medidas.

Um dos destaques, segundo Barbato, diz respeito à desoneração das exportações com a instituição do Reintegro, que prevê a devolução de créditos de PIS/COFINS até 4% do valor exportado de manufaturados acumulados na cadeia produtiva, que hoje não dão direito a crédito.

O presidente da Abinee afirmou que as medidas atendem parcialmente o setor eletroeletrônico. Ele espera que, neste segundo semestre, sejam atendidas as reivindicações da área de microeletrônica. Neste aspecto, lembrou que a Abinee já está trabalhando junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia para definir as medidas específicas para o setor.

Antes do anúncio das medidas, Barbato participou, ao lado de outras lideranças empresariais, de reunião com Dilma Rousseff.

Na ocasião, ele teve a oportunidade de reforçar dois pleitos da Abinee para compensar o impacto do câmbio na competitividade da indústria eletroeletrônica instalada no País. Um deles é elevar, temporariamente, para 35% a alíquota do Imposto de Importação para equipamentos industriais e de geração e transmissão que tenham similar nacional, preservando as regras impostas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). O outro pleito é restringir a isenção de Imposto de Importação aos equipamentos que não tenham similar nacional nas importações realizadas na Amazônia Ocidental, preservando-se os incentivos da Zona Franca de Manaus.

Medidas específicas

Em entrevista nesta terça-feira (02/08), o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, disse que as medidas voltadas especificamente para a indústria eletroeletrônica deverão ser anunciadas antes do fim do ano. "Fui informado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, que a política industrial para microeletrônica será lançado no segundo semestre. Essa política anunciada nesta terça-feira  (Plano Brasil Maior) é uma política de linhas gerais que, sem a menor dúvida, vai beneficiar o setor. Mas a política específica de microeletrônica é a que vai atender à fabricação desses produtos que, hoje, são só montados no Brasil", disse Barbato.

Segundo ele, já está sendo preparada uma proposta de política industrial para estimular a produção de componentes eletroeletrônicos no Brasil. "Ela será apresentada pelo ministro (da Ciência e Tecnologia, Aloizio) Mercadante, nos próximos dias. A ideia da indústria de componentes de poder retomar com vigor o seu espaço é fundamental, até para que possamos diminuir o grande déficit da balança comercial", defendeu o empresário.

"Nesse momento, estamos aguardando e preparando as propostas práticas solicitadas por Mercadante. Elas não estão totalmente terminadas. Sem dúvida nenhuma, estará, entre elas, a atração de alguns fabricantes de componentes ativos e passivos que são fundamentais para a nossa produção local, como semicondutores e displays (telas), por exemplo. Esses são os dois exemplos maiores do que o setor eletrônico necessita", informou Barbato.

A inovação, segundo Barbato, é inerente à indústria, principalmente a uma indústria como a eletroeletrônica, cujos produtos têm uma vida muito breve. "Inovação é algo fundamental para a nossa sobrevivência. Entretanto, não podemos nos esquecer de medidas pontuais e que, nesse instante, possam impactar setores que estão muito prejudicados. Nesses setores não é a inovação que vai resolver o problema. São medidas pontuais que possam solucionar a grande falta de competitividade gerada pelo câmbio (apreciado)". 

 

(Fonte: Abinee - 02/08/2011)

 

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