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RETS

Notícias - RETS

Venda de biodefensivo deverá crescer 15%

A necessidade de alternativas para combater pragas no campo e o crescente interesse em uma produção com menos uso de químicos vão impulsionar o mercado de biodefensivos, que deve crescer 15% ao ano no Brasil até 2021.

 

De acordo com o gerente para a América Latina de pronutiva & biosoluções da Arysta LifeScience, Lucas Rona, o segmento movimenta em torno de US$ 100 milhões no País. “Há um interesse muito grande no controle biológico, tanto que algumas áreas registram crescimento de até 30%”, afirma. A empresa trabalha há dois anos com um sistema integrado de manejo com produtos químicos e biológicos e há cerca de dez anos com biológicos.

 

O interesse tanto da indústria quanto dos produtores no segmento está relacionado à resistência de algumas pragas a algumas moléculas utilizadas em defensivos químicos. O ano de 2013, quando a lagarta Helicoverpa armigera causou prejuízos bilionários no campo, foi um divisor de águas para o segmento, uma vez que a praga apresentou resistência a diversos produtos químicos.

 

“Se por um lado a lagarta causou perdas, por outro abriu os olhos da comunidade agrícola para o fato de que o manejo com produtos químicos não é suficiente”, diz o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABC Bio), Gustavo Herrmann.

 

A entidade pretende divulgar um estudo detalhado sobre o mercado de biodefensivos em abril deste ano. “Mas sabemos que nos últimos cinco anos o setor cresceu pela preocupação com sustentabilidade, mas sobretudo com a resistência”, destaca.

 

Segundo o diretor executivo da startup Gênica, Patrick Vilela, o segmento representa 2% do mercado de defensivos brasileiro. “Mas acredito na tendência que os biológicos possam representar 5% do mercado em breve”, afirma.

 

A startup é um bom exemplo do aumento da demanda no mercado nacional por esse tipo de solução. Com faturamento estimado em R$ 12 milhões para este ano, alta de 76,4% em relação aos R$ 6,8 milhões obtidos em 2017, a Gênica recebeu aporte de R$ 6 milhões da SP Ventures, gestora de fundos de investimento especializada em agronegócio, e aposta no aumento progressivo do uso da tecnologia no campo. “Nosso objetivo é ampliar nossa área comercial e construir uma biofábrica em Piracicaba [SP] para a elaboração de uma vacina contra a ferrugem asiática da soja”, diz Vilela, sobre os planos para a aplicação dos recursos. A startup atua em culturas como soja, milho, café e hortaliças.

 

Ele destaca que, embora o mercado esteja favorável para o segmento, as empresas ainda enfrentam o desafio de popularizar a ferramenta. “Nosso desafio é ‘evangelizar’ o mercado. O produtor não usa o controle biológico porque não conhece”, diz.

 

Além disso, ele acredita que é necessário desfazer a ideia de que esse tipo de solução serve apenas para pequenas propriedades. “Cerca de 90% dos nossos clientes têm grandes áreas”, diz Vilela.

 

Complementaridade

Ele afirma que os biodefensivos são mais eficientes e baratos que os produtos químicos e têm a vantagem de um menor período de carência após a aplicação. No entanto, assim como a Arysta, a startup defende o uso consorciado entre defensivos químicos e biológicos.

 

“Ainda não é possível utilizar apenas biológicos. Não temos ferramentas para todas as etapas do ciclo das plantas e nem das pragas”, argumenta Vilela.

 

 

 

(Fonte: DCI – 14/03/2018)

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