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Notícias - RETS

Brasil vai abrir mercado para 64 produtos do setor químico

Antes mesmo de o presidente eleito, Jair Bolsonaro, tomar posse, em janeiro de 2019, o Brasil dará o primeiro passo em direção a um novo ciclo de abertura comercial - projeto que é defendido por Bolsonaro e sua equipe. O país negocia com os sócios do Mercosul a redução, para 2%, das tarifas de importações de 64 insumos do setor químico usados pela indústria de transformação. Atualmente, as alíquotas são de até 14%.

 

Segundo o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, a medida foi aprovada por Argentina e Uruguai, faltando apenas o aval do Paraguai:

 

- A proposta foi construída em comum acordo com o setor produtivo brasileiro, em coordenação com suas contrapartes no Mercosul. A expectativa é que o Mercosul possa deliberar sobre isso ainda neste ano . Trata-se de uma importante reforma tarifária, alinhada com o setor produtivo, que barateará os custos de insumos da indústria de transformação brasileira e conferirá melhores condições de competitividade ao país - disse Jorge.

 

Um dos maiores defensores da abertura comercial no atual governo, o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcelo Estevão, destacou que a medida dará mais competitividade e reduzirá custos das empresas. Os insumos são utilizados por indústrias de vários segmentos, como alimentos, tintas e outros.

 

- Não é muita coisa o total de produtos, mas a medida vai na direção correta - afirmou.

 

Paralelamente, a Argentina apresentou aos países do Mercosul uma lista com 305 itens, também do setor químico, que poderiam ter as alíquotas de importação reduzidas. Porém, a proposta argentina ainda não chegou a ser discutida pelos sócios do bloco sul-americano.

 

Denise Naranjo, diretora de assuntos de comércio exterior da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), confirmou que a redução das tarifas dos 64 produtos foi pedida pelo setor. Ela disse, porém, que a nova lista apresentada pela Argentina preocupa as empresas brasileiras.

 

- Diversos desses itens propostos têm produção no Brasil, sendo que alguns têm tarifas antidumping - disse ela.

 

 

 

(Fonte: O Globo - 24/11/18)

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