Rio de janeiro
Agenda Inovação Agosto -   Setembro    -     Outubro   Avançar Voltar 2019 -   2020 Avançar
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • 01
  • 02
  • 03
  • 04
  • 05
  • 06
  • 07
  • 08
  • 09
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30
  • 31
RETS

Notícias - RETS

Defensivos agrícolas biológicos ganham espaço nos registros

De 450 defensivos agrícolas registrados em 2018 no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), 52 se encaixam no tipo que contém menos toxidade comparada aos químicos convencionais. Eles possuem organismos biológicos, bioquímicos, semioquímicos ou extratos vegetais e podem ser utilizados até na agricultura orgânica.

 

De acordo com o chefe da Divisão de Registro de Produtos Formulados da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Mapa, Bruno Cavalheiro Breitenbach, os produtos são mais amigáveis ao meio ambiente e a sociedade. Ele acredita que o aumento do número de registros, que em 2016 foi de 39 e em 2017 de 40, está ligado à crescente demanda do produtor e da indústria, que estão preferindo alternativas sustentáveis às até então apresentadas.

 

“Isso tudo mostra que a agricultura brasileira, que já é bastante eficiente e sustentável, está contribuindo para ser ainda mais sustentável sem perder a eficiência, a sociedade brasileira reconhece isso e os países de fora também enxergam assim”.  Além disso, cita Breitenbach, a aprovação desses produtos é uma das prioridades do Ministério.

 

Sendo uma prioridade do Mapa, a liberação ocorre de forma mais ágil que as dos demais defensivos.  Enquanto um convencional pode demorar cerca de dez anos para ser aprovado, um de baixa toxidade pode levar de três a seis meses.

 

“Existe uma fila especial, em função de orientações do Ministério, por isso o menor tempo e pode ser considerado rápido pelos padrões”.

 

Diferencial dos biológicos

Para o chefe da divisão, o principal diferencial dos biológicos é que eles não agridem os agentes da cadeia do agronegócio, como quem aplica o defensivo, quem vende o alimento e quem o consome.

 

“Alguns biológicos são inimigos naturais, não vai ter nenhum efeito para o meio ambiente, é super amigável para todos, o defensivo, como é natural, ataca somente o alvo e não vai existir reflexo nos outros organismos”, ressalta.

 

Quando comparado aos produtos convencionais utilizados no controle de pragas, Bruno avalia que é difícil dizer se há ou não uma superioridade, no entanto, se forem bem aplicados, de acordo com as boas práticas agrícolas e com os cuidados, os biológicos podem ser equivalentes aos químicos no seu resultado.

 

Mercado em expansão

Em 2008, houve o primeiro registro de defensivos de baixa toxidade. Em 2012, 16 novos registros foram aprovados. Em 2015, 29 no ano.  Dez anos depois do primeiro registro, Bruno comemora o crescimento do mercado.

 

“Ainda é pequeno em relação aos de químicos, mas já é considerável e podemos notar pelo número de registros, o produtor brasileiro deseja economizar e quer aliar a sustentabilidade, com mais opções para compra”.   A tendência, ainda segundo o chefe da divisão do Mapa, é que haja um crescimento do mercado e mais investimentos no setor.

Vespas podem ser parceiros do produtor rural

 

Um dos exemplos de defensivo biológico são algumas espécies de vespas ou fungos. “O agricultor pode utilizar um fungo para combater a lagarta da soja, por exemplo, e esse fungo entomopatogênico vai ir direto à praga, com isso o produtor economiza recursos que podem ser utilizados de outras formas e também não causa danos ao meio ambiente por contaminação”.

 

 

 

(Fonte: Diário da Manhã - 18/01/19)

Instituições Associadas

ABIFINA
ABIMO
ABINEE
ABIQUIM
ALANAC
FIEMG
IPD FARMA
SEBRAE