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RETS

Notícias - RETS

Fabricantes químicos esperam baixar ociosidade com gás mais competitivo

Importante geradora de empregos e intensiva em capital, a indústria química brasileira aparece entre os cinco setores industriais que lideram o ranking de capacidade ociosa no país, com uma das piores taxas de sua história. Em maio, 33% da capacidade instalada do setor estava subutilizada, 13 de pontos percentuais acima da média histórica de ociosidade, de 20%. Mas, no que depender das apostas no gás natural mais barato, essa realidade está a caminho de mudar.

 

Após o lançamento do Novo Mercado de Gás pelo governo federal, na terça-feira, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) voltou a se manifestar sobre o programa e indicou que a proposta cria condições para a retomada do crescimento do setor. Em linhas gerais, o racional é que, com o fim do monopólio de óleo e gás no país, o setor terá acesso a matéria-prima e energia mais competitivas, permitindo uma concorrência mais justa com seus pares internacionais.

 

"Há anos ressaltamos que o Brasil é rico em gás, que seremos um dos cinco maiores produtores mundiais deste insumo e que ele pode promover para a indústria química brasileira a revolução que o gás de xisto gerou na indústria química americana", disse em nota o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo.

 

A esperança renovada - o pleito do setor por matéria-prima competitiva completa ao menos uma década - tem suas razões. Mais do que em qualquer outro período, o produto químico nacional está perdendo espaço no mercado externo e cedendo lugar aos importados internamente, segundo os dados mais recentes do Relatório de Comércio Exterior da Abiquim.

 

De janeiro a junho, as importações nacionais de produtos químicos alcançaram US$ 20,4 bilhões, com alta de 6,1% ante o mesmo período do ano passado. Desde de março de 2018, o valor mensal importado tem superado a marca de US$ 3 bilhões. Em volume, as compras externas subiram 14,8% no semestre, para 20,5 milhões de toneladas, o segundo maior resultado na série histórica da entidade.

 

Com esse desempenho, as importações praticamente voltaram aos níveis prévios à crise econômica que teve início em 2014. O déficit acumulado da balança comercial alcançou US$ 14,1 bilhões no semestre. O saldo negativo em 12 meses até junho, por sua vez, chegou a US$ 31 bilhões, indicando a possibilidade de déficit comercial recorde em 2019, "caso se confirmem as projeções de um aumento mais intenso da atividade econômica nacional no segundo semestre" observou a entidade. No ano passado, o déficit foi de US$ 29,6 bilhões.

 

Ao mesmo tempo, as exportações somaram US$ 6,3 bilhões de janeiro a junho, com queda de 3,6%. Em volume, as vendas externas caíram 5,5%, para 6,6 milhões de toneladas - o aumento de 2% nos preços médios dos produtos químicos exportados compensou parte desse desempenho.

 

Para a Abiquim, os pilares do Novo Mercado de Gás - promoção da concorrência, harmonização das regulações estaduais e Federal, integração do setor de gás com setores elétrico e industrial e remoção de barreiras tributárias - geram perspectivas de um novo ambiente de negócios, com mais competição e transparência para os consumidores de gás natural.

 

A melhora de ambiente de negócios, por sua vez, levará primeiro à redução da capacidade ociosa e, mas adiante, à retomada dos investimentos, que vêm em rota decrescente, avalia a entidade. Para este ano, segundo levantamento da Abiquim, estão previstos US$ 600 milhões em aportes, com queda a US$ 400 milhões em 2020 e 2021 e novo recuo, a US$ 200 milhões, em 2022. No auge dos últimos 20 anos, em 2012, a indústria química chegou a investir US$ 4,8 bilhões em um único ano.

 

A associação que ainda não é possível saber o preço final do gás no país, embora as condições tenham sido criadas para o acesso a preços mais competitivos tanto para o consumidor doméstico quanto o industrial.

 

 

 

(Fonte: Press Reader - 29/07/19)

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