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SENAI

Notícias

Senai Inovação 2007, 2006, 2005, 2004...

Desde a criação do Edital Senai Inovação, em 2004, 190 projetos foram enviados por empresas de todo o Brasil. Destes, 41 foram desenvolvidos em parceria entre as empresas e as unidades regionais do Senai. Conheça agora algumas empresas selecionadas em editais anteriores que começam a comprovar, na prática, a viabilidade de suas idéias.

 

É o caso da Cooperoeste - Unidade Longa Vida, localizada em São Miguel do Oeste, Santa Catarina, que conseguiu transformar desperdício em um novo produto. Em parceria com o Centro de Educação e Tecnologia do Senai localizado na cidade, e com a Polícia Ambiental do município, a cooperativa desenvolveu uma bebida láctea, achocolatada, a partir de resíduos de leite.

 

Até então, entre 300 e 400 litros de resíduos iam para o lixo, causando um aumento nos custos de tratamento de efluentes, além da perda de matéria-prima, conforme conta Jadério Rocha, encarregado de produção da Cooperoeste. Com auxílio dos parceiros, a cooperativa começou a desenvolver a bebida, que resulta da mistura de leite com o primeiro enxágüe de silos e caminhões, solução diferenciada para a região. "É composição semelhante à das bebidas lácteas, elaboradas com metade leite e metade soro de leite ou água", explica Rocha. O produto passou pela fase de testes e foi lançado em embalagem longa-vida.

 

No Rio Grande do Sul, a empresa Esteves e Salvador Ltda., com sede em Pelotas, também começa a ver uma demanda importante ser solucionada. O fabricante de cadeiras de rodas da marca Freedom sempre enfrentou um problema: não conseguia testar adequadamente seus produtos. "Além de não ter normas, o País não tinha equipamentos para avaliar a estabilidade, resistência e durabilidade das cadeiras", conta Miguel Esteves, sócio-proprietário da empresa. O Brasil agora tem.

 

A empresa se aliou ao Centro Tecnológico do Mobiliário (Cetemo), do Senai gaúcho, e à empresa paulista Parker Hannifin, líder global em tecnologias de movimento e controle. Juntas, elas atuaram em duas frentes. Primeiro, traduziram as normas internacionais. Depois, partiram para desenvolver equipamentos que possibilitassem os ensaios em cadeiras de rodas de propulsão manual e andadores.

 

As empresas parceiras entraram com as máquinas que serão testadas e o Senai com a experiência em ensaios de estabilidade, resistência e durabilidade de móveis. O Senai Cetemo já finalizou o primeiro equipamento de avaliação de durabilidade e rodagem de cadeiras de rodas e andadores. Um segundo, para testes de queda e equilíbrio, está em fase final de ajustes, de acordo com Renato Bernardi, supervisor educacional e de tecnologia do Cetemo no Rio Grande do Sul.

 

Ainda este ano, devem ser publicados os primeiros laudos técnicos dos produtos testados. "Um grande avanço para os usuários", destaca Bernardi. Para a empresa, as vantagens vão desde a detecção antecipada de pontos falhos, redução de custos até a abertura de novos mercados, tendo em vista que os produtos brasileiros ficarão em sintonia com o mercado internacional. "Além de estarmos criando um padrão de produção que deverá ser seguido, contribuiremos para redução de produtos inadequados e sem segurança no mercado", acrescenta Esteves.

 

Tecnologia garante acesso a mercados

 

A Cerâmica Lavaqui, com sede em Várzea Grande (MT), fez em 2007 a primeira venda para outro Estado, com o envio de 6 mil peças de tijolos esmaltados para Brasília. É o início da conquista de um mercado antes visto como concorrente. A mudança teve início em 2005, quando a empresa aliou-se ao Senai /MT e ao laboratório Resitec para desenvolvimento de pesquisa aplicada por meio da participação no Edital Senai de Inovação.

 

O objetivo era desenvolver um processo produtivo de esmaltação eletrostática, com utilização de tinta em pó, em tijolos de face lisa. A idéia nasceu de uma carência do mercado estadual e hoje, com os resultados do projeto de pesquisa, os tijolos esmaltados já respondem por 10% da produção total da empresa, de 500 mil peças mensais.

 

"Na época, detectamos grande procura por tijolos de cerâmica branca, cuja argila não é disponível na região. Os clientes acabavam comprando o produto em outros estados", conta o empresário José Lavaqui. Para atender à demanda, a cerâmica desenvolveu um dos mais modernos revestimentos para peças que necessitam alta proteção e alto nível de acabamento. "Hoje oferecemos tijolos em cerca de 60 cores", comemora.

 

O custo do tijolo esmaltado é mais elevado, pois o produto necessita de uma segunda queima, mas a qualidade e o preço final compensam o custo-benefício. Para a empresa, o tijolo esmaltado agrega cerca de R$ 200,00 a mais por milheiro e possibilita a entrada em um nicho mais sofisticado da construção civil. O consumidor, por outro lado, leva para casa um produto de acabamento mais fino e resistente, e com menor absorção de umidade.

 

A Cerâmica Lavaqui é a primeira a oferecer o serviço no Brasil. Entre as vantagens do processo destacam- se a durabilidade, rapidez na troca das cores, baixo consumo de ar nas estufas (economia de energia), alto rendimento da produção e baixa agressividade ao meio ambiente.

 

(Fonte: Boletim Tecnológico Senai Inovação, N.1 - Jan/Mar 2007)

 

 

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